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Meningite é o nome que damos à inflamação da meninge, membrana que recobre o sistema nervoso central. A meningite é uma doença gr...

MENIGITE BACTERIANA E VIRAL SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTO.





Meningite é o nome que damos à inflamação da meninge, membrana que recobre o sistema nervoso central. A meningite é uma doença grave, potencialmente fatal, que costuma ser causada por agentes infecciosos, tais como bactérias, vírus e fungos.
A meningite meningocócica, que é um tipo de meningite bacteriana causada pela bactéria Neisseria mengitidis, é a forma mais temida, pois seu quadro pode ser rápido e devastador.
Neste artigo vamos explicar o que é uma meningite, quais são as suas causas, as formas de transmissão, os sintomas e as opções de tratamento possíveis.
O QUE É A MENINGE?
Do mesmo modo que o pulmão é envolvido pela pleura e o coração pelo pericárdio, o sistema nervoso central (cérebro e medula) é envolvido pela meninge. A meninge é uma membrana que serve como barreira física contra agentes infecciosos, sendo composta por três camadas (acompanhe o texto com a ilustração abaixo):

– Pia Mater: é a membrana mais próxima do cérebro
– Aracnoide: é a membrana do meio, localizada entre a pia mater e a dura mater.
– Dura Mater: é a membrana mais externa, próxima ao osso do crânio. É a camada mais grossa e opaca.
O liquor (líquido cefalorraquidiano) fica localizado entre a pia mater e a aracnoide.
Como já referido, meningite é o nome dado à inflamação das meninges. Em geral, a membrana aracnoide e o líquido cefalorraquidiano são as estruturas mais comprometidas.
Apesar de ser habitualmente causada por germes infecciosos, a meningite também pode ter origem em processos inflamatórios, como câncer (metástases para meninges), lúpus (leia: LÚPUS | Sintomas e tratamento), reação a algumas drogas, traumatismo craniano e cirurgias cerebrais.
Apenas as meningites bacterianas e virais são contagiosas.
TIPOS DE MENINGITE
A. MENINGITE BACTERIANA
A meningite bacteriana é a forma mais grave. Esta meningite costuma ser causada pelas bactériasstreptococcus pneumoniae, Haemophilus influenza e ou Neisseria mengitidis. Outras bactérias, como a Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus e Streptococcus do grupo B também podem ser a causa, mas não são tão comuns como as três primeiras citadas. (leia: DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS)
Com a inclusão da vacina contra os Estreptococos pneumoniae Haemophilus influenza e no calendário vacinal de vários países, a ocorrência de meningite por essas duas bactérias vem caindo drasticamente, principalmente entre as crianças. Porém, nos adultos que não foram vacinados, a incidência de meningite por S.pneumoniae ainda é alta. Atualmente, a Neisseria mengitidis, também conhecida como meningococo, é a principal causa de meningite bacteriana em crianças e adultos.
Algumas doenças de origem bacteriana, como a sífilis e a tuberculose  também podem complicar, evoluindo com acometimento meníngeo.
B. MENINGITE VIRAL
A meningite também pode ser causada por vírus, normalmente da família dos Enterovírus. A meningite viral é menos agressiva que a bacteriana, com taxa de mortalidade bem mais baixa e com resolução espontânea, sem necessidade de tratamento específico, na maioria dos casos.
Os Enterovírus são os agentes mais comuns, porém, uma variedade de infecções virais pode complicar, acometendo as meninges, como, por exemplo:
C. MENINGITE FÚNGICA
A meningite fúngicas é uma forma rara, sendo, geralmente, resultado da propagação de um fungo através do sangue para as meninges. A meningite fúngica é típica de pacientes imunossuprimidos, como nos casos de portadores de AIDS ou câncer.
A meningite por fungos não é contagiosa e sua principal causa são os fungos Cryptococcus e Coccidioides.
COMO SE PEGA MENINGITE BACTERIANA?
O modo mais comum de contágio da meningite é através do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Ao contrário da crença popular, a meningite não é transmitida com tanta facilidade como a gripe, e um contato prolongado são necessários para o contágio. Familiares, colegas de turma, namorados e pessoas que residem no mesmo dormitório são aqueles com maior risco. A meningite é transmitida pela saliva, porém, compartilhar copos e talheres parece não ser um fator de risco grande. É preciso que esse comportamento se repita com frequência para haver um risco elevado. Já a troca de beijos, principalmente se de língua e prolongados, é um via perigosa de transmissão.
Contatos ocasionais, como apenas um comprimento, uma rápida conversa, ou dividir o mesmo ambiente por pouco tempo oferece pouco risco. Mesmo que durante uma aula você sente ao lado de alguém infectado, se esta exposição for menor do que seis horas, o risco de contágio é baixo.
As bactérias não sobrevivem no ambiente, não sendo necessário isolamento dos locais onde foi registrado algum caso. Fechamento de escolas e salas de aula é desnecessária e só servem para causar pânico na população.
Não há risco de transmissão de meningite durante velórios. Primeiro, porque o falecido não respira e, portanto, não libera bactérias nas secreções respiratórias. Segundo, porque em um velório o tempo de exposição é bem menor do que seis horas.
A maioria das pessoas que se contaminam com o meningococo não desenvolve doença. A bactéria fica na orofaringe durante algum tempo até ser eliminada pelo sistema imunológico. Apesar de não desenvolver a meningite, as pessoas contaminadas podem transmitir a bactéria para outras. Na verdade, apenas 1% das pessoas que têm o meningococo na saliva adoece, o resto torna-se apenas transmissores assintomáticos e transitórios da bactéria.
Portanto, já se pode perceber que existe muito sensacionalismo em relação à meningite. Antes de entrar em pânico porque algum conhecido está com a doença, é preciso lembrar que nem todos os casos são causados por bactérias (os mais graves), que para haver contágio é necessário um contato mais próximo e prolongado, e que a maioria das pessoas contaminadas não adoece.
A meningite bacteriana também pode ocorrer sem ser por transmissão entre pessoas. Raramente, algumas infecções das vias áreas, como sinusites (leia: SINUSITE | Sintomas e tratamento) e otites (leia: OTITE MÉDIA AGUDA) podem complicar, evoluindo para acometimento das meninges. Usuários de drogas endovenosas ou pacientes com traumatismos cranianos, em que há exposição da meninge, também encontram-se sob risco de desenvolver meningites.
PREVENÇÃO DA MENINGITE
Todos aqueles que tiveram contato prolongado ou íntimo com um paciente com meningite bacteriana devem iniciar tratamento profilático com antibióticos nas primeiras 24 horas após a identificação do primeiro caso. Os que tiveram contatos devem ficar em observação por 10 dias (não é necessário internamento) e devem procurar atendimento médico ao surgimento de qualquer sintoma.
A profilaxia reduz em 95% a chance de infecção, além de eliminar o estado de portador assintomático da bactéria, reduzindo, assim, a cadeia de transmissão.
SINTOMAS DA MENINGITE
A meningite bacteriana é um quadro grave e agudo. Já a meningite viral não é tão grave e o paciente costuma melhor espontaneamente ao longo dos dias. O problema é que, habitualmente, não é possível distinguir uma meningite viral de uma meningite bacteriana apenas pelos sintomas. Inicialmente, todos os quadros de meningite são semelhantes.
A partir deste ponto, vamos nos ater mais aos sintomas da meningite bacteriana, pois esta é a forma mais grave.
O período de incubação da meningite bacteriana é em média de 3 a 4 dias. A maioria dos pacientes são internados 24 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas. O quadro típico é de febre alta, rigidez da nuca, intensa dor de cabeça e prostração. A evolução para sepse é rápida e quanto mais se posterga o início do tratamento com antibióticos, pior é o prognóstico.
A crise convulsiva também pode ser uma das manifestações inicias da meningite
(Sintomas, tipos e como proceder).
Na meningite pelo meningococo podem ocorrer lesões de pele tipo petéquias, o que, às vezes, causa confusão com outras infecções, como rubéola, sarampo ou até dengue.
Quando a infecção ultrapassa as meninges e atinge o cérebro, temos o quadro de meningoencefalite, podendo ocorrer convulsões, coma e paralisia motora.
O diagnóstico é feito através da punção lombar, onde se consegue aspirar ao liquor para avaliação laboratorial. Através desta avaliação é possível determinar não só a existência de meningite, como também a sua causa.
Para saber mais detalhes sobre os sintomas da meningite viral ou bacteriana em adultos e crianças, leia: SINTOMAS DA MENINGITE E TRATAMENTO.
Até o advento dos antibióticos no início do século passado, a meningite era uma doença com mortalidade próxima dos 100%. Ainda hoje, com todos os avanços, pelo menos 15-20% das meningites bacterianas evoluem para óbito. Trata-se, portanto, de uma doença muito séria.
A meningite bacteriana é uma emergência médica e o tratamento com antibióticos intravenosos deve ser iniciado o mais rápido possível, de preferência logo após a realização da punção lombar. A demora de apenas algumas horas pode ter influência no prognóstico. Se há suspeita de meningite, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para um setor de emergência.
Na meningite viral, antibióticos não são necessários e muitas vezes o paciente nem sequer precisa ser internado. O tratamento é apenas com sintomáticos. O quadro só é preocupante em recém-nascidos. Porém, a distinção com a meningite bacteriana não possível de ser feita apenas pelo quadro clínico, sendo a avaliação médica indispensável e urgente. O diagnóstico diferencial costuma ser feito através dos resultados da aspiração do liquor pela punção lombar.
VACINA PARA MENINGITE
Como já explicado, a meningite pode ser causada por mais de um tipo de bactéria, por isso, não existe uma vacina única que previna todos os casos. Todavia, há vacinas individuais contra as principais bactérias. A vacina contra Haemophilus influenza e já faz parte do calendário básico de vacinação. Também já existe vacina para os Estreptococos pneumoniae, bactéria muito associada à pneumonia, otites e sinusites, mas que frequentemente é causa de meningite.
A Neisseria meningitidis, a bactéria causadora da famosa meningite meningocócica, que costuma ser a forma mais grave de meningite bacteriana, apresenta uma particularidade. Esta bactéria possui 13 sorogrupos diferentes. 8 destes sorogrupos são responsáveis por quase todas as epidemias de meningite meningocócica: A, B, C, X, Y, Z, W135 e L, sendo B e C os mais comuns.
Atualmente existe vacina individual apenas contra o meningococo C e uma vacina conjugada que atua contra os meningococos A, C, Y e W135.
Ainda não há vacina contra o meningococo B disponível mundialmente. Esta vacina atualmente só encontra-se disponível em larga escala em Cuba, país que a desenvolveu.
SEQUELAS DA MENINGITE
Os pacientes que se recuperam da meningite podem ficar com sequelas, como AVC com paralisias motoras, surdez, diminuição da capacidade intelectual e epilepsias.

AUTOR: DR. PEDRO PINHEIRO


Estudo que sugere a relação apresenta limitações científicas importantes POR ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 17/09/2013 ESCRITO POR: Wagner Mon...

Implante de silicone dificulta diagnóstico de câncer de mama?



Estudo que sugere a relação apresenta limitações científicas importantes


POR ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 17/09/2013


ESCRITO POR:Wagner Montenegro

Cirurgia plásticaESPECIALISTA MINHA VIDA

Em maio deste ano, o periódico científico British Medical Journalpublicou um estudo realizado na Universidade Laval, no Canadá, que sugere que a colocação de próteses de silicone dificulta o diagnóstico precoce do câncer de mama. Os pesquisadores apontam que os implantes podem dificultar a visualização do tecido mamário através de exames de imagem, como a mamografia.

No entanto, essa pesquisa contém uma série de limitações científicas. A primeira delas está no fato de ser uma conclusão retirada de 12 outros estudos diferentes, publicados nos Estados Unidos, Canadá e Norte da Europa desde 1993. Não é possível conhecer o perfil das participantes (como a idade e o histórico familiar, por exemplo), como era feito o acompanhamento médico dessas mulheres e qual era a periodicidade com que realizavam seus exames de ultrassom e mamografia.
O estudo ideal

Para que possamos vencer os mitos e obter resultados confiáveis a partir de um estudo, o ideal seria a realização de uma pesquisa com o objetivo específico de analisar mulheres com prótese de silicone.
"O ponto mais importante e real que devemos frisar é que tanto as mulheres que têm próteses de silicone como as que não têm façam os exames periódicos das mamas"

O estudo deveria abranger duas populações com intuito de fazer uma comparação: uma que não tem prótese e faz o ultrassom e a mamografia todo ano; e outra população com prótese que também faz os exames anualmente. Com esses dois grupos, poderia ser feita uma comparação mais precisa: nível de tumor, incidência de câncer em um grupo e no outro, etc.

Seria necessário fazer um acompanhamento dessas pacientes que fizeram ultrassom e mamografia regularmente e então receberam o diagnóstico do câncer de mama. A partir daí, deveria ser verificado se o diagnóstico poderia ter sido feito anteriormente e, se sim, o porquê não foi feito.
Silicone dificulta a realização do exame?

No caso das mulheres que têm próteses de silicone, a dificuldade na realização dos exames é um mito, pois os radiologistas estão muito habituados a analisar essas pacientes e o conhecimento desses profissionais hoje é muito maior do que há um tempo atrás. Os equipamentos, tanto de mamografia quanto de ultrassom, também estão muito mais avançados, proporcionando uma precisão maior nos exames. Quando há dúvida, é feita a ressonância magnética ? exame que garante uma investigação ainda mais detalhada.
Importância dos exames

O ponto mais importante e real que devemos frisar é que tanto as mulheres que têm próteses de silicone como as que não têm façam os exames periódicos das mamas, que são o ultrassom e a mamografia. Esse acompanhamento deve ser feito com o ginecologista, é o médico que deve recomendar quando devem começar a ser feitos os ultrassons de mama anuais, que podem começar desde cedo, e a partir dos 40 anos de idade a mulher deve fazer a mamografia todo ano. Existem muitas mulheres que não fazem os exames adequados, com a periodicidade adequada e acabam comprometendo sua saúde, descobrindo tardiamente possíveis tumores, por exemplo.

Pacientes que já possuem histórico familiar de câncer de mama devem ter seus casos avaliados pelo médico. Quanto mais parentes diretos da paciente têm ou tiveram câncer de mama (como mãe, irmã e tias), há uma relação mais preocupante.

É uma doença inflamatória generalizada, que surge como uma complicação tardia de uma infecção das vias aéreas superiores produzida pelo es...

FEBRE REUMÁTICA



É uma doença inflamatória generalizada, que surge como uma complicação tardia de uma infecção das vias aéreas superiores produzida pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A, e que não foi tratada ou foi tratada incorretamente.

O mecanismo exato pelo qual se produzem as alterações da febre reumática é desconhecido, mas sabe-se que não é por ação direta dos micro-organismos  Acredita-se que esses micro-organismos desencadeiem uma reação do sistema imunológico, que seria a origem das lesões características.

Embora o primeiro episódio possa aparecer em qualquer idade, é entre os 5 e os 20 anos de idade que se produz com maior freqüência. Existe uma predisposição individual para esta doença, que ocorre em 3% das faringites por estreptococo em épocas epidêmicas.

Nos países desenvolvidos tem-se observado uma diminuição tanto em sua freqüência, quanto em sua gravidade. A febre reumática representa um importante problema de saúde pública, uma vez que é uma patologia evitável se as medidas adequadas forem tomadas.

Quadro clínico

Aparece como um quadro febril acompanhado da afecção de múltiplas articulações, com a característica de aparecer em uma articulação, desaparecer espontaneamente em uma semana, e reaparecer em outra articulação (poliartrite migratória). As grandes articulações - como os joelhos, tornozelos, cotovelos e punhos - são as mais afetadas.

O comprometimento do coração representa a alteração mais importante e a única que deixa sequelas  As manifestações são muito variáveis, desde uma insuficiência cardíaca grave até um quadro aparente.

Ao nível do sistema nervoso observa-se uma manifestação característica denominada coréia de Sydenham. Geralmente isso ocorre meses depois da infecção pelo estreptococo e se caracteriza por movimentos involuntários dos músculos da face, do pescoço e dos membros, que alteram a capacidade para segurar objetos e transtornos para caminhar e falar. Esses movimentos são intensificados pelo esforço voluntário, mas desaparecem durante o sono.

Manchas rosadas, que não coçam, aparecem no tronco e nos membros, não afetando o rosto. Adquirem a forma de anéis ao se tornarem pálidas no centro. Outras lesões características da pele são os nódulos subcutâneos, do tamanho de uma bola de gude, localizados nas articulações, no crânio e na coluna vertebral.

Tratamento

Não existe um tratamento específico para a febre reumática, apenas se aplicam medidas gerais como repouso, anti-inflamatórios e antibióticos. O repouso na cama é indicado, dependendo da gravidade do quadro, pelo menos durante duas semanas (período em que podem aparecer as alterações cardíacas). A utilização de anti-inflamatórios como a aspirina, é efetivo para o alívio dos sintomas. O uso de corticoides como tratamento anti-inflamatório é tema de discussão.

A grande diminuição na incidência da febre reumática ocorreu graças à implementação de programas para prevenir a doença. A erradicação completa da infecção por estreptococos, com um tratamento antibiótico adequado, é importante para prevenir o aparecimento de um primeiro episódio de febre reumática.

Mesmo sendo comum a ocorrência de umidade na vagina e nos genitais externos, quando a quantidade aumenta e chega à vulva, extremamente sen...

FLUXO GENITAL



Mesmo sendo comum a ocorrência de umidade na vagina e nos genitais externos, quando a quantidade aumenta e chega à vulva, extremamente sensível, a mulher tem a sensação de fluxo, ou corrimento, visível pelas manchas em suas roupas íntimas. O fluxo genital se define como o aumento anormal, persistente e objetivamente visível das secreções do aparelho genital feminino.

O fluxo genital ou leucorréia é um dos motivos mais freqüentes de consulta ao médico na prática diária.

Fatores predisponentes

- Diminuição dos níveis dos hormônios sexuais, produzidos pelos ovários (estrogênios e progesterona).
- Alterações anatômicas do aparelho genital.
- Doenças de origem metabólica, como a diabete; infecciosas, como as sexualmente transmissíveis; alérgicas.
- Uso de antibióticos de largo espectro, como a amoxicilina (que alteram a flora normal de microorganismos que impedem o crescimento de agentes infectantes).
- Uso de roupa inadequada.
- Higiene precária ou exagerada.
- Modificação do meio vaginal pelo uso de tampões, diafragmas, DIU, etc.

Causas

Existem inúmeros agentes causadores de fluxo genital. Entre os mais freqüentes podemos citar:

Fluxo por Tricomonas vaginalis:

É um parasito que se localiza no colo do útero, na vagina e na uretra. Produz um fluxo fluido, abundante, espumoso, fétido e esverdeado. Acompanha-se de uma coceira genital intensa que aumenta no período pós-menstrual. Invade o aparelho urinário produzindo dificuldade para urinar, ardor e aumento da freqüência das micções.

Fluxo por Gardenerella vaginalis:

Determina um quadro não muito definido denominado vaginose bacteriana por Gardenerella vaginalis, sendo uma causa muito comum de infecções de transmissão sexual. Localiza-se na vagina e produz um fluxo escasso, cinzento, homogêneo e de odor fétido.

Fluxo por Candida albicans:

É a causa mais comum de micose vaginal. Entre 15% e 65% das mulheres saudáveis são portadoras intestinais e 10% são portadoras vaginais destes agentes. Não somente se localizam a nível genital, mas também no reto e no ânus. Produz um fluxo escasso, cremoso e grosso, com uma coceira intensa

Tratamento

O tratamento depende do agente causador. No caso das tricomonas, como são adquiridas por contato sexual, o tratamento deve ser do casal para obter-se a cura, utilizando-se o metronidazol como antibiótico.

Para a gardenerella utiliza-se também o metronidazol, com bons resultados, devendo ser evitada a ingestão de álcool durante o tratamento. Para tratar a candida albicans utiliza-se a nistatina em óvulos vaginais ou cápsulas por via oral.

O termo glaucoma abrange numerosas enfermidades oculares de diferentes causas, mas que têm como motivo comum o aumento da pressão intra-oc...

GLAUCOMA



O termo glaucoma abrange numerosas enfermidades oculares de diferentes causas, mas que têm como motivo comum o aumento da pressão intra-ocular. Se a hipertensão ocular persistir durante muito tempo pode provocar danos irreversíveis em todas as estruturas oculares, e muitas vezes levar à cegueira.

Esta pressão, no homem saudável, varia entre 10 e 20mm de mercúrio (mmHg) com uma média de 15mmHg. Uma pressão acima de 23mmHg verificada repetidamente significa glaucoma. O aumento da pressão ocorre por falta de evacuação do humor aquoso, um líquido claro semelhante à água que permite que o olho mantenha a forma e as dimensões constantes e, além disso, nutre as diversas estruturas, como a córnea, o cristalino e a retina.

Sintomas

É uma doença traiçoeira, podendo transcorrer dez anos ou mais desde seu início sem que o doente tenha notado qualquer alteração. Geralmente é detectada de maneira casual entre pessoas de 45 a 50 anos, quando consultam um médico por qualquer outro motivo.

Caracteriza-se pelo aparecimento de dores muito intensas no olho, que se deslocam até a testa e a cabeça, podendo aparentar, às vezes, uma dor de molares. Nas formas mais graves, a dor pode afetar até o abdome, produzindo náuseas e vômitos. Ao observar uma fonte de luz, podem aparecer círculos ou anéis luminosos ou a sensação de moscas voando. Também pode ocorrer perda da visão lateral, que finalmente pode levar à cegueira.

Tratamento

O tratamento com medicamentos é indicado enquanto for possível manter a pressão intra-ocular dentro dos níveis normais. Os medicamentos usados se dividem em dois grupos: os que melhoram a circulação do humor aquoso, como a
pilocarpina; e os que reduzem a formação do humor aquoso, como os inibidores
da anidrase carbônica.

Quando os medicamentos já não são mais eficazes ou não são tolerados, deve-se recorrer à cirurgia.

Definição A gripe é uma infecção viral das vias respiratórias. Atualmente, distinguem-se três tipos de vírus causadores da gripe: A, B...

GRIPE



Definição

A gripe é uma infecção viral das vias respiratórias. Atualmente, distinguem-se três tipos de vírus causadores da gripe: A, B e C, segundo as características de sua estrutura. O tipo A é o que se apresenta com maior freqüência.

As crianças pequenas podem sofrer três ou quatro destas infecções por ano, e é raro o adulto que escapa sem sofrer alguma.

As gotas eliminadas pelas pessoas contaminadas ao tossir e espirrar são as principais responsáveis pela transmissão do vírus da gripe.

O vírus se multiplica nas vias respiratórias, alcançando sua concentração máxima nas secreções aos 2 ou 3 dias da infecção. Deixa de ser detectável depois de aproximadamente 7 dias, embora as crianças infectadas pela primeira vez possam levar duas semanas para eliminá-lo.

Nos climas temperados, a gripe é uma doença dos meses frios que tende a se apresentar de forma epidêmica.

Quadro Clínico:

Os vírus da gripe podem gerar um espectro amplo de manifestações clínicas, que compreendem desde a infecção sem sintomas até uma pneumonia viral grave. A infecção de maior gravidade tende a ser associada ao tipo A. O período de incubação é variável, entre 1 e 5 dias.

A doença tende a começar bruscamente, com faringite, dores de cabeça, calafrios, tosse seca, febre alta (que tende a ser mais elevada em crianças), dores musculares, mal-estar geral e falta de apetite.

Às vezes, observa-se obstrução nasal, eliminação de secreções aquosas pelo nariz, espirros e incômodos oculares. A febre começa a diminuir a partir do segundo ou terceiro dia, e não é freqüente além do sexto dia. A tosse e a debilidade geral podem persistir várias semanas depois do contágio. Apresenta-se com maior freqüência e gravidade em pessoas fumantes.

Nas crianças, as manifestações clínicas são similares, mas algumas diferenças são evidentes. A freqüência de complicações gastrintestinais, como vômitos e dor abdominal, é relativamente elevada.

Entre as complicações que podem surgir destaca-se a pneumonia viral, em 25% dos casos, sendo muito freqüente em mulheres grávidas. Entre as diferentes manifestações podem ocorrer aumentos do ritmo respiratório e cardíaco, febre elevada e diminuição da pressão arterial.

Uma das complicações mais graves é a Síndrome de Reye, que ocorre em crianças e adolescentes, causando uma mortalidade elevada. É caracterizada por alterações ao nível do sistema nervoso central e do fígado. Parece existir uma correlação com o consumo de medicamentos tipo aspirina, motivo pelo qual seu uso não é recomendado em crianças com infecção respiratória.

Tratamento:

A amantadina pode ser utilizada para a prevenção e o tratamento específico das infecções produzidas pelos vírus da gripe. Estima-se que o efeito protetor pode alcançar aproximadamente 75% dos usuários deste medicamento.

Atualmente, a vacinação é a medida preventiva mais eficaz, embora sua eficácia seja relativa, pois evita a doença somente em 60-80% dos vacinados. A vacina é administrada em dose única, mas é recomendável a revacinação a cada outono, , antes da epidemia invernal. Nos jovens a vacina tende a ser mais eficaz do que nos idosos, no sentido de que evita melhor as complicações e a má evolução clínica.

A gravidez não contra-indica o uso da vacina, embora também não seja uma indicação absoluta. A vacina anual é especialmente indicada para pessoas susceptíveis, mas pode ser administrada a qualquer pessoa que o deseje.

A hepatite viral é uma das doenças mais prejudiciais em todo o mundo, seja pelo número significativo de doentes e sua grande mortali...

HEPATITE VIRAL




A hepatite viral é uma das doenças mais prejudiciais em todo o mundo, seja pelo número significativo de doentes e sua grande mortalidade, e pelo enorme volume de recursos médicos e econômicos necessários ao seu tratamento.

A hepatite é conhecida há mais de 200 anos, mas somente nas últimas décadas, a identificação de seus sintomas específicos tem facilitado diagnósticos precisos.

A doença se caracteriza por um processo inflamatório no fígado, que pode ser produzido por agentes virais que tenham uma afinidade especial por este órgão, como os vírus A, B, C, D e E, e outros como o Citomegalovirus, Espeten-Barr, Coxackie etc. Estes últimos se apresentam com freqüência muito menor. A hepatite pode ainda ser causada por bactérias, drogas, toxinas e álcool. A doença causada pelos diferentes tipos de vírus é clinicamente semelhante, mas o modo de transmissão e evolução é diferente para cada vírus. Os danos às células do fígado parecem ser determinados pelo tipo de resposta gerada pelo hóspede.

Quadro clínico

Independentemente da causa, as seguintes formas clínicas poder ser distigüidas:

Hepatite ictérica aguda ou comum:

Este tipo de hepatite começa com manifestações gastrintestinais inespecíficas, como náuseas, vômitos, falta de apetite, dor abdominal e febre, embora não sejam constantes. Posteriormente, estes sintomas se acentuam, agregando-se dores musculares e de cabeça, e faringite naqueles que têm hepatite A. A urina se torna escura e as fezes perdem sua cor normal, tornando-se esmaecidas. Entre duas e três semanas após o começo do quadro, a pele, os olhos e a boca adquirem uma coloração amarelada (a icterícia), os sintomas inespecíficos se atenuam ou desaparecem. Algumas crianças sofrem de uma intensa coceira e, como conseqüência, lesões. O começo súbito dos sintomas indica hepatite A, enquanto um começo lento e insidioso indica hepatite B. Em geral, a evolução da doença não dura mais do que 4 ou 6 semanas; são poucos os casos que se prolongam até três meses.

Hepatite anictérica:

Esta forma clínica parece ser a forma mais freqüente de todas as hepatites virais. Sua freqüência exata é difícil de estabelecer porque não se apresenta acompanhada dos sintomas mencionados acima, e somente com um controle bioquímico é que se pode identificá-la. Geralmente não se observam sintomas.

Hepatite colestática:

É a forma menos freqüente, tanto nas crianças quanto nos adultos. Caracteriza-se por uma intensa coloração amarelada da pele, da boca e dos olhos, febre e coceira intensa. Seu curso geralmente é prolongado, de 2 a 6 meses, mas não deixa seqüelas.

Hepatite prolongada:

Quando as manifestações clínicas permanecem por períodos de tempo que superam os três meses, às vezes até um ano.

Hepatite fulminante ou subfulminante:

A hepatite fulminante se apresenta duas semanas depois do começo da icterícia, enquanto a subfulminante começa entre duas semanas e três meses. Os sintomas são: incremento da icterícia, alterações do sistema nervoso, da coagulação e diminuição do tamanho do fígado. Em adultos, os vírus responsáveis, em ordem de freqüência, são: B, D, A, E e C. Na idade pediátrica o Vírus A é o responsável por 55% dos casos.

Distribuição

Hepatite A

Existe uma variação considerável na prevalência da infecção pelo vírus da Hepatite A em diferentes partes do mundo. Em áreas com condições sanitárias precárias e baixos níveis socioeconômicos é mais elevada, devido a forma de transmissão fecal-oral (contaminação dos alimentos pelas fezes de uma pessoa infectada). Sua incidência é independente do sexo e da raça. O período de incubação varia entre 15 e 40 dias. Devido à forma de transmissão, é comum a ocorrência de casos por contato familiar, nas escolas, instituições de menores etc. Também ocorre quando a água potável ou os alimentos são contaminados, especialmente os mariscos. Outra possibilidade de contágio é no caso de ausência de uma higiene adequada, ou manipulação por pessoas infectadas ou em fase de incubação.

Hepatite B

A Hepatite B é considerada um grande problema de saúde pública mundial por causa de sua distribuição global, pelo grande número de portadores do vírus e por sua relação com o câncer do fígado. É a responsável por doenças hepáticas de longa evolução. O período de incubação é de aproximadamente 45 a 160 dias, com uma média de 120 dias. Os dados em relação à infecção pelo vírus da Hepatite B são:

No mundo:
- Mais de 300 milhões de portadores crônicos.
- Mais de 100 milhões de pessoas infectadas anualmente.
- Mais de 2 milhões de casos fatais por ano.

A via predominante de transmissão é por contato sexual ou por produtos sangüíneos (transfusões, viciados em drogas que usam a via intravenosa). O vírus está presente no sangue e seus derivados e em todos os fluidos corporais (saliva, urina, líquido seminal, secreções vaginais, lágrimas, suor, leite), com a exceção das fezes.

Hepatite C

O vírus da Hepatite C tem uma distribuição universal e calcula-se que existam 100 milhões de portadores. A via principal de transmissão é através de produtos hemoderivados, ocorrendo o Vírus C em 80%-90% das hepatites por transfusões sangüíneas. A Hepatite C é uma complicação freqüente nos pacientes que tenham alterações de coagulação, com elevada incidência em
hemofílicos.

Hepatite D

As vias de transmissão são as mesmas do Vírus B. Se as condições higiênicas são ruins, aumenta a sua difusão através dos fluidos corporais contaminados. Quando afeta as crianças, é acompanhada de uma alta taxa de mortalidade, entre 10% e 20%.

Hepatite E

Encontra-se em áreas tropicais e subtropicais com condições socioeconômicas deficientes. Sua transmissão sempre ocorre pela contaminação da água com fezes que contém o Vírus E. Afeta, na maioria, jovens-adultos(15-40 anos), sendo baixa a ocorrência em crianças.

Tratamento

O tratamento se baseia no emprego de medidas simples de alívio dos sintomas e, em casos graves, na aplicação de tratamento específico.

A necessidade de internação é rara na hepatite viral de curso normal, não complicada, mas pode ser indicada quando as medidas higiênico-dietéticas devem ser garantidas. O isolamento é uma medida praticamente inútil, já que o período de contágio ocorre nas fases iniciais do quadro, geralmente antes da doença ter sido diagnosticada. A pessoa doente deve dispor de uma habitação individual e usar pijamas que cubram todo o corpo para prevenir a contaminação fecal dos lençóis. Sua roupa de cama, assim como os pratos e talheres de seu uso, devem ser recolhidos e lavados separadamente.

O repouso estrito não é uma indicação absoluta. O repouso relativo corresponde aos limites impostos por alguns dos sintomas, como o cansaço ou o desânimo total. O retorno à atividade normal é permitido quando os sintomas gerais e os parâmetros bioquímicos se normalizam.

Também não é necessária dieta estrita nas hepatites agudas de evolução normal. A restrição das gorduras é recomendável somente na fase ictérica ou colestática. A suplementação vitamínica não é necessária, apenas a utilização de vitamina K é indicada quando existem alterações na coagulação.

Medidas gerais

Hepatite A:

A principal fonte de infecção são as fezes contaminadas, sendo a transmissão do Vírus A muito comum entre os membros de uma família, por contato direto através da contaminação da água ou dos alimentos. É importante ressaltar a necessidade de lavar as mãos freqüentemente, particularmente depois da defecação. É preciso ter um cuidado especial com objetos de uso pessoal (escova de dentes, talheres etc.). A filtração e cloração adequada da água e uma rede sanitária eficiente são imprescindíveis. É importante saber que ferver a água durante um minuto faz com que o vírus se torne inativo.

Hepatite B:

A presença do Vírus B no sangue e em todos os fluidos corporais e sua grande resistência ao calor explicam as possibilidades de contaminação. A redução da freqüência das hepatites por transfusões exige o uso moderado das transfusões sangüíneas, limitando-as aos casos onde sejam estritamente necessárias e restringindo sua quantidade ao mínimo necessário. A aplicação de todas as medidas de biossegurança limita a disseminação do vírus, principalmente em todas as práticas realizadas na atividade assistencial à saúde (utilização de luvas, manuseio cuidadoso de agulhas e outros elementos de contato etc.).

Hepatite C:

Com a introdução nos bancos de sangue da pesquisa do anticorpo Anti-Vírus C a partir de 1990, obteve-se uma redução de 50% a 70% dos casos de hepatite por transfusões. Ademais, devem ser consideradas todas as normas de biossegurança já mencionadas.

Hepatite D:

As medidas de prevenção da infecção pelo Vírus B são aplicáveis para o Vírus D.

Hepatite E:

Semelhante ao Vírus A, é fundamental melhorar as condições higiênico-sanitárias, tendo cuidado especial no tratamento da água (fervê-la, clorá-la etc.).

Vacinas

Atualmente há vacinas contra a Hepatite B obtidas mediante técnicas de engenharia genética e uma vacina contra a Hepatite A obtida de vírus mortos. A vacina da Hepatite A é recomendada para os adultos que vão viajar para zonas endêmicas, mas é previsível que se amplie sua indicação a grupos de risco (pessoal de serviços de saúde, enfermeiras pediatras etc.). Em algumas regiões, a vacina da Hepatite B incorporou-se ao calendário de vacinação obrigatório da infância e, em outras, é administrada de modo universal aos adolescentes. Ademais, a sua administração é recomendada em pessoas susceptíveis com elevado risco de contrair a infecção. Entre elas estão os profissionais de serviços de saúde expostos ao contato com o sangue ou seus derivados (laboratórios, bancos de sangue, dentistas, cirurgiões etc. ), pessoas em hemodiálise periódica, hemofílicos, filhos de mães portadoras, cônjuges de doentes com Hepatite B, pessoas de vida sexual promíscua e viciados em drogas

O hipotireoidismo é um quadro clínico caracterizado por uma diminuição na produção de hormônios tireoidiano pela tiróide, seja por uma alt...

HIPOTIREOIDISMO



O hipotireoidismo é um quadro clínico caracterizado por uma diminuição na produção de hormônios tireoidiano pela tiróide, seja por uma alteração da própria glândula ou por uma diminuição em sua estimulação por outros hormônios produzidos no sistema nervoso central.

É uma doença que se apresenta com relativa freqüência, principalmente nas mulheres. Quando suas manifestações são leves, ela pode aparecer e ficar muito tempo sem ser detectada.

Quando o hipotireoidismo começa na própria glândula tireoidiana é denominado "primário" e aquele que resulta da estimulação insuficiente dessa glândula denomina-se "secundário".

Quadro Clínico

O quadro clínico nos adultos, também chamado mixedema, tende a começar insidiosamente e é muito pouco perceptível. As pessoas com esse problema sentem frio até mesmo em pleno verão; sempre se cobrem mais do normal nesta época do ano. Cansaço e diminuição do apetite são freqüentes. Em geral não ocorrem grandes modificações no peso, mas este pode aumentar devido à retenção de líquidos. A voz se torna rouca e áspera. Observa-se na pele uma inchação característica, sobretudo no rosto, na nuca e na parte externa das mãos e dos pés. Ademais, a pele tende a ficar muito seca, endurecida, escamosa e pálida ou amarelada. O cabelo, as pestanas, as sobrancelhas e os pêlos corporais se tornam secos, grossos, frágeis e tendem a cair. As unhas também se tornam quebradiças e crescem lentamente.

O aumento do tamanho da língua, a palidez e inchação das gengivas, e a constipação são freqüentes.

Os pacientes sofrem perda de memória e apresentam outras manifestações de deterioração mental, com uma mudança gradativa da personalidade. Alguns sofrem de depressão.

O hipotireoidismo no recém-nascido tende a se manifestar através da dificuldade para respirar e icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas por aumento na bilirrubina). Ficam sonolentos, inchados, desinteressados pela alimentação, com um choro rouco e constipação. Caso não seja detectado e tratado corretamente, o hipotireoidismo pode provocar, além das características já descritas, graves alterações no crescimento e no desenvolvimento. As conseqüências mais sérias se produzem no sistema nervoso, com tremores, falta de coordenação motora e alterações mentais que causam retardamento do desenvolvimento mental. Uma vez estabelecido esse quadro denomina-se cretinismo. Quando o hipotireoidismo começa entre os 6 meses e os 2 anos de idade, também podem aparecer alterações mentais, caso não haja diagnóstico e tratamento imediato. Mas se o quadro se iniciar depois dos 2 anos, é mais raro ocorrer um déficit mental permanente.

Tratamento

O tratamento consiste na administração ininterrupta de hormônios tireoidianos. Como na maioria dos casos a diminuição da função da glândula tireoidiana é definitiva, é imprescindível manter o tratamento durante a vida toda.

Embora existam muitos medicamentos para a terapia hormonal, a levotiroxina é o de escolha para o início da mesma.

O tratamento inicial deve ser realizado com precaução nos casos graves de evolução prolongada, em pessoas de idade avançada, hipertensas, com arritmias e/ou insuficiência cardíaca.

  Trata-se de uma infecção viral crÿnica pelo HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana - sendo HIV a sigla em inglês) que destrui gradativame...

HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)

 


Trata-se de uma infecção viral crÿnica pelo HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana - sendo HIV a sigla em inglês) que destrui gradativamente o sistema imunológico.

A infecção pelo vírus HIV não significa contrair a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), sendo que o período transitório entre a infecção e a doença pode durar muitos anos sem haver sintomas. A pessoa infectada sente-se bem e tem bom aspecto.

Nesta situação, com infecção mas sem doença, diz-se que a pessoa é "soropositiva", já que pode contagiar outras pessoas.

A infecção por HIV assintomática é caracterizada por um período no qual ocorre uma deterioração lenta do sistema imunológico. Há uma depleção dos linfáticos auxiliares CD4, criando uma deterioração do sistema imunológico.

A pessoa infectada normalmente não tem sintomas, podendo passar um período de 10 anos ou mais antes que estes se desenvolvam.

Às vezes, podem aparecer nódulos linfáticos inflamados, desordens na pele ou meningite séptica. Nesta fase não há sintomas nem sinais de infecção.

Num estudo entre pessoas infectadas por HIV realizado entre 1977 e 1980, alguns indivíduos não apresentavam nenhum sintoma enquanto que outros apenas apresentavam linfo-adenopatias generalizadas (nódulos inflamados).

Não se pode afirmar que todas as pessoas infectadas com o HIV desenvolvem inevitavelmente a AIDS.

Os fatores de risco de uma infecção por HIV são o contato sexual com uma pessoa infectada, uso de drogas por via intravenosa, transfusões de sangue ou plasma contaminados, ou nascer de uma mãe infectada

Sintomas:

Não há sintomas nesta fase da doença. Mas quando estes começam a aparecer, incluem:

- Inflamação das glândulas linfáticas.
- Desordens na pele.
- Meningite séptica. Diagnóstico:
- O exame que mostra a infecção por HIV se chama ELISA, um exame de anticorpos HIV. O exame para o HIV pode passar por um período "cego" ou negativo falso.Este período transcorre desde a infecção do indivíduo com o HIV até a soroconversão positiva.

Este período deve ser menor de 6 meses, pois antes disso os exames comerciais apresentam resultados positivos em 95% das pessoas infectadas pelo vírus HIV.

Este período é muito importante dado que o indivíduo, sendo soronegativo, pode contagiar outras pessoas.

Tratamento:

Recomenda-se terapia com agentes antivirais em pessoas infectadas pelo HIV, tanto sintomáticas como assintomáticas, cuja conta de CD4 seja de 500 ou menos.

Sabe-se que as pessoas infectadas pelo HIV desenvolvem a AIDS num tempo variável, sendo a média de 8 a 10 anos, embora as crianças a desenvolvam muito antes. Todavia, existem pessoas que, depois de 15 anos de infecção, não manifestam sinais da doença.

Uma vez que a AIDS tenha se desenvolvido, a morte segue inevitavelmente em 2 a 3 anos.

Na sexologia, a questão das disfunções, tanto no homem quanto na mulher, é, talvez, a que gera mais problemas de definição e de diagnóst...

IMPOTÊNCIA



Na sexologia, a questão das disfunções, tanto no homem quanto na mulher, é, talvez, a que gera mais problemas de definição e de diagnóstico.

O termo impotência, popular e pejorativo, que sugere um fracasso contínuo na ereção, está sendo substituído por expressões como disfunção erétil, ou também inibição ou falha da ereção.

As principais causas desta dificuldade podem ser resumidas em duas: o fato de tratar-se de um tema que tem sido tabu durante muitos séculos, especialmente na sociedade ocidental, e o problema derivado da importância que os fatores psicológicos adquirem, ao serem somados aos puramente orgânicos, nas alterações do que se poderia chamar de um funcionamento normal da sexualidade (entendendo por "normal" o que é satisfatório para ambos os membros do casal). Este funcionamento "normal" é alterado no homem essencialmente pela impotência, a ejaculação precoce ou a ausência de ejaculação.

Definição:

Podemos definir o transtorno da ereção no homem como a incapacidade para obter ou manter uma ereção suficiente para consumar o ato sexual. Na realidade, as situações susceptíveis de serem englobadas dentro de um problema erétil são tantas, e tão variadas, que é impossível chegar a uma definição que abranja todas.

Assim, pode haver uma falta parcial de ereção que, todavia, permite o coito; ou pode ocorrer uma falta completa de ereção, que não o permita, mas que somente ocorre de vez em quando, apresentando-se, nas demais ocasiões, uma ereção correta. O problema pode se apresentar de forma recorrente, ocasionalmente ou por períodos prolongados.

Mecanismo erétil:

Mecanismo responsável é um simples fenômeno hidráulico que ocorre de forma reflexiva. Mas, para que este "mecanismo da ereção" tenha lugar, é preciso que um grande número de estruturas estejam em perfeito estado de funcionamento.

Em primeiro lugar deve existir um nível adequado de testosterona (hormônio sexual masculino). Mesmo não sabendo-se qual o efeito exato que a testosterona tem na ereção, esse hormônio desempenha um papel importante na manutenção de um desejo sexual elevado.

Em segundo lugar, deve haver um estímulo que desencadeie o processo erétil. Quando o pênis ou a área adjacente é estimulada fisicamente, ocorre um estímulo que gera uma resposta de dilatação arterial que dá lugar à ereção. Por outro lado, o estímulo pode provir do próprio cérebro, que tem centros capazes não somente de iniciar a ereção mas também de inibi-la. Quando há estímulos reconhecidos como eróticos, o cérebro, enviando ordens, inicia a ereção de forma automática e involuntária.

Terceiro ponto importante é que se mantenham íntegras todas as vias nervosas que conduzem estes impulsos. No caso de estarem deteriorados por alguma doença (diabete ou alcoolismo) ou por um traumatismo ou cirurgia, a transmissão do impulso nervoso fica impedida. O objetivo desse impulso é a dilatação de algumas artérias que inundarão de sangue o tecido erétil.

Portanto, o quarto fator é a boa manutenção da rega sangüínea. O quinto ponto é o tecido erétil, que deve realizar corretamente a função de esponja. No caso contrário se dificulta a expansão do tecido e, portanto, a ereção. Para manter a ereção, é necessário o fechamento de válvulas venosas que impedem que se saia o sangue que entra. É fundamental, portanto, o bom funcionamento dessas válvulas.

Causas:

Como acabamos de ver, intervêm na ereção aspectos orgânicos, como o fluxo sangüíneo ou o impulso nervoso, diretamente implicados na mecânica erétil, e outros, que chamaríamos de psíquicos, mais relacionados com o controle neurológico do processo. O problema aparece quando qualquer um desses processos falha.

Apesar da dificuldade para distinguir entre os fatores orgânicos e psíquicos, que muitas vezes aparecem em conjunto, continuam-se fazendo muitas afirmações sobre este tema. Até uns anos atrás, se afirmava que 90% dos problemas eréteis eram de causa psíquica. Atualmente, há aqueles que afirmam quase o contrário, e encontram problemas orgânicos em quase todos os casos. Na realidade, a discussão não pode ficar presa a estes termos, já que a maioria das situações não correspondem unicamente a um extremo ou outro. Recentemente (maio/2006) um estudo de pesquisadores australianos apresentou provas de que a principal causa da impotência é de natureza genética e não psíquica como vinham sendo tratados a maioria dos casos. Entretanto ainda há ressalvas quanto a essa determinação.

Tratamento:

Devemos distinguir dois aspectos no tratamento da disfunção erétil. Por um lado, há a abordagem terapêutica ao que se tem denominado impotência psíquica (não devida a causas orgânicas). Por outro, há a terapia de qualquer problema orgânico que esteja contribuindo, em maior ou menor grau, à persistência do problema erétil.

Existem diversos métodos para tratar as disfunções eréteis. Alguns propõem que o tratamento seja orientado para que o homem aprenda a deixar de estar dependente de sua própria ereção, eliminando a ansiedade que o medo do fracasso cria nele. Enquanto um homem se sente "obrigado" a responder sexualmente, é possível que nunca solucione seu problema. Impõe-se,
portanto, por parte da mulher, uma atitude compreensiva (mas não compassiva) e de procura de alternativos, com o objeto de descarregar seu parceiro da responsabilidade.

O tratamento das disfunções orgânicas deve ser orientado em primeiro lugar a um controle dos fatores de risco: tabagismo, consumo de álcool e níveis altos de açúcar ou colesterol no sangue. Em segundo lugar, a alteração orgânica encontrada deve ser tratada: reposição hormonal (somente quando se apresentam problemas a este nível), medicamentos que aumentam o fluxo
sangüíneo quando este não for adequado, regeradores neurológicos (quando são os nervos que estão danificados) ou cirurgia quando deve ser reparada uma artéria obstruída, ou veias que deixam escapar sangue demasiado.

Como última opção, quando outras técnicas tiverem fracassado, pode recorrer-se à implantação de uma prótese no pênis.

A infecção urinária consiste na presença de microorganismos capazes de produzir infecção na urina e/ou nos diferentes órgãos que formam ...

INFECÇÃO URINÁRIA




A infecção urinária consiste na presença de microorganismos capazes de produzir infecção na urina e/ou nos diferentes órgãos que formam o aparelho urinário. Do ponto de vista clínico, e por sua localização, pode ser dividida em dois grupos: infecções das vias urinárias inferiores, localizadas na bexiga (cistite), na próstata (prostatite) e na uretra (uretrite); e as infecções das vias urinárias superiores, localizadas nos rins (pielonefrite).

As urinárias são as infecções de origem bacteriana mais freqüentes na população, predominando no sexo feminino. Ocorrem em qualquer idade, desde os recém-nascidos até os idosos. Nas mulheres, ocorre com uma incidência elevada: entre 20% e 30% delas já sofreram pelo menos uma vez de infecção urinária no transcurso de sua vida. O pico máximo ocorre quando a mulher
começa a ter relações sexuais, e durante a gravidez.

Nos homens, este tipo de infecção predomina nos extremos da vida, nos recém-nascidos e a partir dos 60 anos de idade, quando aparecem alterações na próstata.

Os agentes bacterianos mais freqüentemente envolvidos são a Escherichia Coli, Proteus, Klebsiella e os Staphylococcus. É raro que este tipo de infecção seja produzido por vírus. Entre os fungos, o mais freqüente é a Candida albicans.

As referências a seguir tratam exclusivamente da pielonefrite que, por sua importância clínica, necessita de atenção distinta das demais infecções urinárias. Estas últimas serão discutidas em seções especiais

Quadro clínico

A pielonefrite se carateriza pelo aparecimento de calafrios e o aumento na temperatura corporal, podendo ser superior aos 40 graus centígrados. Há ainda dor na região lombar, que pode irradiar-se à região abdominal, acompanhada de náuseas e vômitos. O aparecimento de problemas urinários, como dificuldade para urinar e aumento na freqüência das micções, é comum. Porém, é importante lembrar que estes sintomas urinários podem não estar presentes ou podem aparecer mais tarde.

Nas crianças menores de dois anos, o quadro clínico se apresenta de forma menos específica, com febre, vômitos e dor abdominal.

Aproximadamente 50% das pessoas com pielonefrite têm antecedentes de infecções nas vias urinárias baixas nos 6 meses anteriores.

Tratamento

O tratamento deve basear-se na administração de antibióticos de eficácia comprovada, que alcançam concentrações adequadas e efetivas nas vias urinárias. É imprescindível a identificação do micróbio, assim como a existência de fatores favoráveis à infecção.

Atualmente, a via e a duração do tratamento estão sendo discutidas por alguns autores, mas a administração de quinolonas como a ciprofloxacina durante 10 ou 12 dias tende a ser a mais indicada. Uma alternativa pode ser as cefalosporinas ou a trimetropina/sulfametoxasol como tratamento primário.

Nas crianças menores de dois anos, o quadro clínico se apresenta de forma menos específica, com febre, vômitos e dor abdominal.

Aproximadamente 50% das pessoas com pielonefrite têm antecedentes de infecções nas vias urinárias baixas nos 6 meses anteriores.

A Leucemia é uma doença caracterizada pela cessação do amadurecimento das células encarregadas da formação dos constituintes do sangue, co...

LEUCEMIA



A Leucemia é uma doença caracterizada pela cessação do amadurecimento das células encarregadas da formação dos constituintes do sangue, com uma proliferação e crescimento descontrolado de células sanguíneas imaturas. Esta proliferação se origina ao nível da medula óssea, a partir da qual se dissemina ao sangue e aos diferentes tecidos.

É o câncer mais freqüente na infância, representando 35% a 40% dos cânceres pediátricos, com uma incidência de 3 a 4 casos por ano em cada 100.000 crianças menores de 15 anos.

Mesmo que as causas desencadeantes do quadro sejam desconhecidas, alguns fatores têm sido associados, como a exposi¸ão a radiações ionizantes, agentes químicos (pesticida, benzina, etc.) ou alquilantes; todavia, a presen¸a desses antecedentes em crianças é rara.

Nos anos 60, representava uma doen¸a mortal, com 80% de óbitos ocorrendo no prazo de 6 meses da doen¸a ter sido diagnosticada. Posteriormente, graças a um maior conhecimento do desenvolvimento tumoral, desenvolveram-se programas
eficazes de tratamento com um índice de cura entre 50% e 70% dos casos.

Quadro Clínico

As manifestações clínicas caraterísticas podem ser divididas em quatro síndromes:

Síndrome anêmica: Observa-se uma anemia progressiva com palidez da pele e das mucosas, com cansa¸o fácil, dificuldade para respirar que aumenta com o esforço físico, dores de cabeça, irritabilidade ou sonolência e aumento da freqüência cardíaca.

Síndrome hemorrágica: Desencadeada principalmente pela grande diminuição ou desaparecimento das plaquetas do sangue. As hemorragias podem ser observadas em qualquer lugar do corpo, mas principalmente se observam ao nível da pele e das mucosas, criando desde hematomas até grandes hemorragias associadas ou não a traumatismos. Sangrar pelo nariz é um dos sintomas mais comuns e, como conseqüência de sua abundância e reaparecimento, tende a ser o primeiro sintoma que motiva a consulta médica.

Síndrome Febril: Em aproximadamente 30% dos casos é a febre de vários dias de evolução, geralmente associada à tosse, dor ao engolir ou dor abdominal, que leva à consulta médica.

Síndrome Tumoral: É caraterizada pela infiltração das células sangüíneas imaturas nos diferentes órgãos. Os órgãos mais freqüentemente afetados são o fígado, ba¸o, gânglios e genitais. O comprometimento dos ossos e articula¸ões, em 25% a 30% dos casos, desencadeia dores intensas. A afetação do sistema nervoso central se manifesta por vômitos, dores de cabeça e
paralisia de alguns nervos. Ao nível dos órgãos genitais, o testículo é afetado em 10% a 20% dos casos com um aumento de seu tamanho, mas sem produção de dor. O ovário, em contrapartida, não costuma ser afetado.

Tratamento

A partir da década de 70, e como conseqüência do maior conhecimento da doença e de um melhor desenvolvimento dos programas terapêuticos, mais de 70% dessas criam as puderam ser curadas, alcançando saudavelmente a idade adulta.

O tratamento da Leucemia se baseia principalmente em dois pilares: a quimioterapia, que tem como objetivo o desaparecimento das células leucêmicas, e o tratamento de apoio com o propósito de controlar as complica¸ões que podem aparecer. É de grande importância um controle adequado das hemorragias e das infecções que em alguns casos podem ser fatais.

Definição: A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. As causas são muitas...

MENINGITE



Definição:

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

As causas são muitas, mas podem ser classificadas em bacterianas, virais e micóticas (fungos).

As bactérias são as responsáveis pela maioria das meningites. A freqüência com que cada tipo se apresenta está diretamente relacionada com a idade. Nos adultos predomina o pneumococo, em crianças e jovens é o meningococo, e o Haemophilus influenza predomina entre os 2 meses e os 5 anos de idade.

Entre os fungos, o Criptococco neoformans é o mais freqüente. As meningites de origem viral são de evolução benigna e autolimitada. Noventa por cento das pessoas afetadas têm menos de 30 anos de idade.

Aproximadamente 70% dos casos são causados por enterovírus (Coxsackie, echovirus) e ocorrem mais freqüentemente no final do verão e no início do outono.

Nos países em desenvolvimento, a meningite bacteriana continua sendo uma doença que coloca em risco de vida as pessoas mais vulneráveis, como os recém-nascidos, os idosos e aqueles com deficiência no sistema imunológico.

Quadro Clínico

As manifestações clínicas se caracterizam por febre, vômitos, dor de cabeça intensa e generalizada, dores musculares, rigidez da nuca e alteração do estado de consciência.

A febre é o sintoma mais freqüente, sendo superior aos 39o C. Os vômitos se apresentam em jato e geralmente não são acompanhados de náuseas.

O estado de consciência pode ficar diminuído, embora não sempre, oscilando entre uma sonolência e até o coma, com episódios de excitação intercalados.

Também podem ser encontradas manifestações clínicas como conseqüência da infecção na porta de entrada do micróbio, como a presença de catarro nas vias respiratórias, o que ajuda a identificar os microorganismos responsáveis pelo quadro clínico.

A meningite de origem bacteriana constitui uma das complicações mais freqüentes da otite média aguda, sendo o pneumococo o agente causador mais freqüente.

Nas crianças os sintomas e sinais são menos perceptíveis. Febre, vômitos e choro intenso são freqüentes, mas a rigidez da nuca pode não ocorrer.

As meningites não tratadas podem ser mortais na maioria dos casos. Mas se forem tratadas de maneira precoce e adequada a mortalidade é inferior a 10%.

Tratamento

Este quadro clínico constitui uma urgência médica; se o tratamento demorar, a mortalidade e as seqüelas neurológicas podem aumentar consideravelmente.

O tratamento se baseia na erradicação do microorganismo do sistema nervoso e no combate às complicações neurológicas que possam aparecer em conseqüência da proliferação bacteriana.

A escolha do antibiótico adequado depende do micróbio causador e do quadro clínico. Os mais utilizados são a ampicilina, as cefalosporinas, a gentamicina e a vancomicina.

A prevenção da maioria das meningites é feita mediante a administração de vacinas. A vacinação dos lactentes contra o Haemophilus influenza tem diminuído consideravelmente os casos de meningite causada por estes agentes.

A vacinação contra o meningococo se realiza principalmente durante as epidemias e nas populações sob suspeita de uma disseminação da doença.

Atualmente, a obesidade constitui o distúrbio metabólico mais freqüente dos países industrializados. Por isso, e porque é um fator de risc...

OBESIDADE



Atualmente, a obesidade constitui o distúrbio metabólico mais freqüente dos países industrializados.

Por isso, e porque é um fator de risco para o aparecimento de diabete, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer, a obesidade representa um problema grave de saúde pública.

A obesidade constitui um excesso de tecido adiposo que é acompanhado de aumento do peso corporal, sendo um risco para a saúde.

O tecido adiposo normalmente representa de 10% a 20% do peso corporal. Na primeira fase, as células do tecido adiposo (os adipócitos) carregam-se de gordura, aumentando de tamanho. Na segunda fase, a célula já não pode crescer mais, formando-se novos adipócitos, o que pode acontecer de maneira ilimitada.

Causas:

Existe um desequilíbrio energético no qual participam 3 fatores fundamentais: hereditariedade, ingestão calórica e gasto energético.

Hereditariedade: em um terço dos obesos, um dos pais também é obeso. Quando ambos os genitores são obesos, a possibilidade de que seus filhos também sejam obesos pode chegar a 50%.

Ingestão calórica: quando o organismo ingere mais calorias do que consome, o excesso se armazena como gordura, conduzindo paulatinamente à obesidade. É possível que o controle do apetite opere defeituosamente, já que os obesos desta categoria não passam por uma sensação precisa de fome ou a confundem com sentimentos de ansiedade ou depressão.

Gasto energético: o metabolismo destas pessoas é normal ou elevado, não podendo culpar-se a diminuição do mesmo como responsável pela economia calórica.

Consequências:

Aparelho cardiovascular: hipertensão, aterosclerose, varizes nos membros inferiores.

Aparelho respiratório: ocorre um aumento do trabalho respiratório para mover a caixa torácica e o abdome, com dificuldade para respirar.

Manifestações metabólicas: 80% dos diabéticos Tipo II, no momento do diagnóstico, são obesos. Existe também um aumento do colesterol.

Aparelho digestivo: intolerância a certas comidas, flatulência, aumento do tamanho do fígado por depósito de gordura.

Tratamento:

O tratamento da obesidade não se destina unicamente a tratar o excesso de peso, mas a melhorar o estado geral de saúde. Recomenda-se o seguinte:

Redução da quantidade calórica: com dietas hipocalóricas equilibradas de proteínas, gorduras e hidratos de carbono.

Aumento do gasto energético: um programa de exercício físico adaptado às condições do paciente.

Medicamentos: redutores de apetite são utilizados somente como complemento do tratamento em um grupo limitado de pessoas obesas.

Psicoterapia: é importante estimular a motivação destas pessoas, ajudando-as a seguir a dieta e a modificar sua atitude em relação às comidas.

Definição: A osteoporose é uma doença do sistema esquelético caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração estrutural do tec...

OSTEOPOROSE




Definição:

A osteoporose é uma doença do sistema esquelético caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração estrutural do tecido ósseo, com o conseqüente aumento da fragilidade do osso e da susceptibilidade para desenvolver fraturas.

Qualquer osso do esqueleto pode sofrer lesões, salvo os do crânio, sendo as fraturas mais freqüentes as dos quadris, dos punhos e os achatamentos vertebrais.

A osteoporose é uma doença própria das pessoas de idade avançada, afetando especialmente mulheres.

Calcula-se que 30% das mulheres pós-menopáusicas sofram da doença, cuja incidência aumenta exponencialmente com a idade a partir dos 70 anos.

A menopausa representa uma das principais causas da osteoporose, devido à diminuição dos níveis de estrogênios.

Fatores predisponentes

Dentre os múltiplos fatores que contribuem para a diminuição da densidade óssea podemos destacar:

Menopausa: a diminuição na secreção de estrogênios que ocorre nesta fase cria um aumento na reabsorção óssea. Isso ocasiona uma aceleração da perda da massa óssea.

Idade: a partir dos 35 até os 40 anos ocorre uma perda fisiológica de osso (aproximadamente de 0,5% - 1% por ano).

Androgênios: a deficiência deste hormônio no homem leva à osteoporose.

Sexo: a massa óssea no final do desenvolvimento é menor na mulher que no homem.

Corticóides: os níveis elevados de corticóides, sejam endógenos (Síndrome de Cushing), ou exógenos (medicamentos) freqüentemente estão ligados a osteoporose.

Hormônio tiroidiano: aumenta o reabsorção óssea, possibilitando as perdas; daí o risco que correm os hipertiróideos.

Dieta: pobre em cálcio e vitamina D, sobretudo se ocorre durante o crescimento.

Exercício físico: sua falta durante o desenvolvimento dificulta a aquisição de uma massa óssea adequada.

O sedentarismo, em qualquer idade, aumenta o risco da osteoporose. Hábitos sociais: o fumo, o álcool e o café favorecem o desenvolvimento desta doença.

Quadro Clínico:

A ocorrência de fraturas e suas conseqüências (dor, impotência funcional, deformidade) constituem o sinal clínico fundamental desta doença.

Dor: A dor é o principal sintoma. Nas fraturas dos ossos largos, como o fêmur ou o rádio, ocorre de forma brusca e intensa. Nos achatamentos vertebrais distinguem-se dois tipos de dor: uma aguda, intensa e bem localizada; e outra insidiosa, contínua e de localização difusa. A primeira tende a aparecer de forma brusca, após um traumatismo mínimo ou um pequeno esforço (como tossir, levantar peso, agachar-se), localizada na linha média das costas e que aumenta com o movimento. Após os primeiros achatamentos a dor chega a ceder totalmente, embora, caso tenham ocorrido vários episódios, exista a possibilidade de uma dor crônica, persistente e que tende a ser de menor intensidade do que a dor inicial. Provavelmente, a origem desta dor deve-se à contratura dos músculos da região afetada.

Deformidade: A acumulação de fraturas vertebrais provoca uma série de mudanças na estrutura corporal. Cada compressão vertebral pode provocar a perda de 0,5 a 1 cm de altura, por isso não é de se estranhar que ocorra uma diminuição progressiva da altura que, às vezes, pode superar os 10 cm. Alteração da mobilidade. Além da restrição da mobilidade que a dor impõe, a
sucessão de achatamentos vertebrais provoca uma série de modificações nos hábitos corporais, que podem dificultar a função respiratória, a postura e o caminhar, que se realiza a passos curtos e arrastando os pés.

Tratamento:

Sem dúvida, o melhor tratamento é a prevenção. O exercício físico, dentro das limitações criadas pelo estado de cada pessoa, representa uma boa medida preventiva. Caminhar durante 30 a 60 minutos, 3 a 4 vezes por semana, pode ser o suficiente. Os exercícios para tonificar a musculatura das costas também são úteis.

Deve aumentar-se a ingestão de cálcio, seja por produtos lácteos, seja mediante a administração de sais de cálcio. As necessidades mínimas de vitamina D também devem ser supridas.

Na menopausa, a reposição hormonal (com os estrogênios) diminui significativamente a perda de massa óssea e reduz a incidência de fraturas vertebrais e dos quadris (em aproximadamente 60%). Ademais, diminui os sintomas menopáusicos e reduz em até 50% a incidência de doenças cardiovasculares. Este tipo de tratamento exige a realização de controles
ginecológicos e mamários a cada 12 meses.

Quando não é possível empregar os estrogênios (idosos, mulheres com mais de 5 anos de menopausa e homens que não requerem testosterona), podem ser administrados difosfonatos ou calcitonina.

Estes medicamentos também têm demonstrado sua capacidade para prevenir a perda da massa óssea, e diminuem a incidência de fraturas vertebrais e dos quadris.

Os episódios de dor (fraturas) devem ser tratados com analgésicos e repouso durante 2 semanas (dependendo de cada caso). Pode ser útil o uso de calor local, assim como cintas ortopédicas.

Prevenção:

As medidas preventivas devem ser orientadas para obter-se o máximo do capital ósseo durante o período de desenvolvimento, e a neutralizar, na medida possível, os fatores causadores da perda posterior de osso.

Para isso, deve-se seguir desde a infância as recomendações descritas no tratamento: exercício físico, ingestão adequada de cálcio e vitamina D, e corrigir os fatores de risco.

A administração de vitamina D e cálcio reduz em 50% a incidência de fratura dos quadris em mulheres com mais de 75 anos.

Por último, pode-se adaptar uma série de medidas simples para reduzir a freqüência de quedas: adequar o ambiente dos idosos (eliminar tapetes, acondicionar os banheiros), tratar os problemas visuais (cataratas) e evitar os medicamentos calmantes, entre outras

A doença de Parkinson é de origem desconhecida. Caracteriza-se por uma perda dos neurônios do sistema nervoso central, encarregados de pro...

PARKINSON



A doença de Parkinson é de origem desconhecida. Caracteriza-se por uma perda dos neurônios do sistema nervoso central, encarregados de produzir dopamina, uma substância que atua como mediadora da transmissão neuronial no sistema nervoso central. Afeta tanto os homens quanto as mulheres, e o início normal dos sintomas ocorre entre os 55 e os 65 anos, mas pode começar na adolescência e em idades avançadas, como 75 a 80 anos. Quanto mais tarde se manifestar, mais benigno será o curso evolutivo.

Quadro Clínico

Às vezes se apresenta como uma depressão anímica, e o doente ou sua família podem procurar um psiquiatra, porém o mais freqüente é a doença começar com tremores ou rigidez. Os tremores ocorrem, essencialmente, em repouso e sobretudo nas mãos, como se a pessoa estivesse contando moedas; cedendo ou diminuindo quando se executa uma ação ou quando se mantém uma postura.

A rigidez se manifesta por um aumento da tensão muscular nos membros e no pescoço. Outra característica é o aparecimento de dificuldade e lentidão na iniciação e continuação dos movimentos voluntários e automáticos (bradicinesia).

Ademais, torna-se difícil levantar-se de uma cadeira ou de uma cama ou virar-se quando deitado. O piscar dos olhos torna-se mais lento e os movimentos dos dedos ficam entorpecidos. Ocorrem também alterações na postura, e as pessoas ficam curvadas. O tom e o volume da voz podem mudar, tornando-se rouca e monótona. Metade dos pacientes tem problemas de
deglutição. Outras manifestações podem ser dificuldades na concentração, na aprendizagem ou para lembrar nomes, depressão, constipação, perda de peso e distúrbios do sono.

Tratamento

Até o momento, a doença de Parkinson não tem cura e o tratamento se baseia no alívio dos sintomas. A levodopa (L-DOPA) é o medicamento mais eficaz. É uma droga precursora da dopamina, e atua repondo as reservas esgotadas desta.

A levodopa atua melhorando os 3 sintomas fundamentais: rigidez, bradicinesia e tremor. Deve ser administrada junto com a carbidopa, que impede que a levodopa seja metabolizada nos diferentes tecidos, aumentando sua disponibilidade ao nível do sistema nervoso central.

Também podem ser utilizados outros medicamentos, como os anti-histamínicos e os Antidepressivos.

    DICIONÁRIO MÉDICO A • Abdome agudo Dor abdominal, em geral de início súbito, progressiva que costuma associar-se a doenças de res...

DICIONÁRIO MÉDICO DE A a F

 
 
DICIONÁRIO MÉDICO

A

• Abdome agudo Dor abdominal, em geral de início súbito, progressiva que costuma associar-se a doenças de resolução cirúrgica. Necessita de avaliação médica urgente. Algumas causas de abdome agudo são apendicite, colecistite, pancreatite, etc.
• Ablação Extirpação de qualquer órgão do corpo.
• Abortamento Interrupção precoce da gravidez, espontânea ou induzida, seguida pela expulsão do produto gestacional pelo canal vaginal (Aborto). Pode ser precedido por perdas sangüíneas através da vagina.
• Abscesso Coleção de pus produzida em geral por uma infecção bacteriana. Pode se formar em diferentes regiões do organismo (cérebro, osso, pele, músculo). Pode causar febre, calafrios, tremores e vermelhidão e dor na área afetada.
• Acetilcisteína Derivado N-acetil da cisteína. É usado como um agente mucolítico para reduzir a viscosidade das secreções mucosas.
• Aciclovir Substância análoga da Guanosina, que age como um antimetabólito, à qual os vírus são especialmente susceptíveis. É usado especialmente contra o herpes.
• Acidente vascular cerebral (AVC) Doença de início súbito, caracterizada pela falta de irrigação sangüínea em um determinado território cerebral. Pode ser secundário à oclusão de alguma artéria ou a um sangramento, no último caso é denominado Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico.
• Acidez gástrica Estado normal do conteúdo do estômago caracterizado por uma elevada quantidade de íons hidrogênio, quantidade esta que pode ser medida através de uma escala logarítmica denominada pH (ver pH).
• Acidose Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
• Acloridria Falta de ácido hidroclorídrico no suco gástrico, apesar da estimulação da secreção gástrica.





B:


• Bacteremia Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
• Bactéria Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
• Bacteriúria Presença de bactérias na urina. Normalmente a urina é estéril, ou seja, não contem microorganismos.
• Balanopostite Inflamação da glande e do prepúcio. Produz dor e secreção de pus. Pode ser de origem traumática ou infecciosa.
• Bartolinite Inflamação das glândulas de Bartolin, que são glândulas acessórias dos genitais externos femininos. Causa dor e abaulamento da região e pode requerer drenagem cirúrgica.
• BCG Vacina utilizada para prevenir a tuberculose. Esta é composta por bacilos vivos e atenuados, que não produzem doença em pessoas com imunidade normal.
• Bile Líquido secretado pelo fígado e acumulado na vesícula biliar, com abundante quantidade de bilirrubina, colesterol e pigmentos biliares. Tem importante função na digestão de gorduras. É lançada na porção inicial do intestino delgado através de um conduto chamado hepato-colédoco.
• Bilirrubina Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
• Biópsia Obtenção de uma amostra de tecido de um organismo vivo para fins diagnósticos.
• Blenorragia Infecção transmitida sexualmente, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorreae, que se manifesta por secreção purulenta drenada através da uretra. Se não tratada adequadamente pode produzir problemas mais sérios, como infecção crônica e esterilidade.





C:

• Câimbras Contrações involuntárias, espasmódicas e dolorosas de um ou mais músculos.
• Cálculo Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
• Caloria Unidade de medida universal utilizada para descrever a quantidade de energia que é gerada por diferentes alimentos. As gorduras são as que contêm mais calorias (nove Kcal[lê-se quilocalorias] por grama), seguidas pelos carboidratos e proteínas (quatro Kcal por grama).
• Câncer Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
• Candidíase É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
• Caquexia Estado de involução geral caracterizado por perda de peso, astenia e incapacidade de desempenhar atividades mínimas. Pode acompanhar estados terminais das doenças crônicas (SIDA, insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória). Também se pode aplicar este termo a um órgão determinado, quando o mesmo se encontra afetado por um transtorno incapacitante terminal (caquexia cardíaca).
• Carcinoma Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
• Cardiomegalia É o termo utilizado para o aumento do tamanho do coração. Pode ser produzida por hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca, doença de Chagas, etc.
• Cardiopatia isquêmica Doença ocasionada por um déficit na circulação nas artérias coronarianas e outros defeitos capazes de afetar o aporte sangüíneo para o músculo cardíaco.É evidenciada por dor no peito (ver angina do peito), arritmias, morte súbita ou insuficiência cardíaca.
• Cáries Destruição do esmalte dental produzida pela proliferação de bactérias na cavidade oral.




D:


• Daltonismo Alteração congênita da visão de certas cores, especialmente para distinguir o vermelho e o verde.
• Deglutição Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
• Delírio Alteração aguda da consciência ou da lucidez mental, provocado por uma causa orgânica.
• Delirium tremens Variedade de delírio associado ao consumo ou abstinência de álcool.
• Demência Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
• Dengue Infecção viral aguda transmitida para o ser humano através da picada do mosquito Aedes aegypti, freqüente em regiões de clima quente. Caracteriza-se por apresentar febre, cefaléia, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica. Existe uma variedade de dengue que é potencialmente fatal, chamada dengue hemorrágica.
• Dequitação Eliminação da placenta através do canal de parto, logo após o nascimento do feto.
• Dermatite Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
• Dermatose Doença que afeta a pele e seus anexos (pêlos, cabelos e unhas).
• Derrame Acúmulo anormal de líquido em qualquer cavidade ou órgão (derrame pleural, derrame pericárdico, derrame cerebral).






E:

• Ecocardiograma Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
• Ectocérvice Parte externa do colo uterino.
• Eczema Doença da pele caracterizada pelo surgimento de lesões generalizadas sob forma de placas, manchas ou bolhas, devido a uma reação por contato local ou por ação de uma agressão sistêmica.
• Edema Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
• Eletrocardiograma Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
• Eletroencefalograma Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.
• Embolia Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
• Empiema Coleção de pus na cavidade pleural.
• Encefalite Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
• Endocardite Inflamação produzida em geral por uma infecção bacteriana do tecido que reveste as válvulas e cavidades cardíacas, podendo produzir-se, em conseqüência da mesma, ruptura das cordas tendíneas e elementos valvulares. É uma doença grave, que necessita de tratamento antibiótico prolongado.






F:
• Faringite Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos (ver) ou não.
• Fasciculação Movimento involuntário rítmico, que traduz uma alteração na regulação do tônus muscular. Produzem-se pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva. Associa-se ao hipertireoidismo, alcoolismo, doença de Parkinson, etc.
• Febre Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
• Febre reumática Doença inflamatória produzida como efeito inflamatório anormal secundário a infecções repetidas por uma bactéria chamada estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Caracteriza-se por inflamação das articulações, febre, inflamação de uma ou mais de uma estrutura cardíaca, alterações neurológicas, eritema cutâneo. Com o tratamento mais intensivo da faringite estreptocócica, a freqüência desta doença foi consideravelmente reduzida.
• Febre tifóide Infecção produzida por uma bactéria chamada Salmonella tiphy, adquirida através de alimentos contaminados e caracterizada por febre persistente, aumento do tamanho dos tecidos linfáticos (baço, gânglios linfáticos, etc.) e erupções cutâneas. Sem tratamento adequado pode ser muito grave.
• Fibrilação Atrial (FA) Ritmo cardíaco irregular no qual múltiplos impulsos se originam e se espalham através dos átrios. O ritmo é desorganizado, rápido, e irregular
• Fibroadenoma Tumor benigno derivado dos tecidos fibroso e glandular.
• Fibroma Neoplasia derivada do tecido fibroso. Incorretamente denominam-se assim os tumores benignos do músculo uterino, cujo nome correto seria mioma uterino.
• Fimose Estreitamento no prepúcio do pênis que impede sua exposição. Geralmente é congênita ou secundária a uma infecção.
• Fissura Solução de continuidade de origem traumática, caracterizada por um trajeto linear.
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