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  Adoçante na gravidez: maneirar é bom Ainda há controvérsias sobre o uso de adoçantes pelas mulheres no período da gravidez. As dúv...

Adoçante na gravidez

 

Adoçante na gravidez: maneirar é bom

Ainda há controvérsias sobre o uso de adoçantes pelas mulheres no período da gravidez. As dúvidas existem por não haver muitos estudos científicos que comprovem ou não os prejuízos ao bebê caso a mamãe consuma adoçantes enquanto grávida.
Os adoçantes são produtos naturais ou artificiais que substituem o açúcar oferecendo menos calorias com um sabor doce, por isso engordam menos que o açúcar. São compostos por substâncias edulcorantes, isto é, substâncias que são extremamente doces mesmo em pequenas porções.
Alguns estudos realizados com a sacarina e ciclamato, substâncias presentes em alguns adoçantes e alimentos dietéticos, são carcinogênicas (que podem dar câncer).
No experimento, ratos consumiram essas substâncias em grande quantidade, potencializando o risco. Sabe-se que essas substâncias atravessam a barreira placentária, mas como os estudos com a sacarina e ciclamato e os prejuízos ao feto humano ainda são insuficientes para qualquer conclusão, o melhor é evitá-los durante a gestação.
Já o aspartame, outra substância bastante encontrada nos adoçantes e produtos diet atuais, contém fenilalanina, contra-indicado para pacientes portadores da fenilcetonúria (mal congênito e raro que se caracteriza pela ausência de uma enzima que faz o metabolismo da fenilalanina e que é diagnosticado no teste do pezinho).
Com moderação - Estudos dizem que para provocar danos neurológicos no feto a gestante teria de consumir altas doses do aspartame, como oito latas de refrigerante a cada oito minutos.
A Associação Americana Dietética diz que o consumo de aspartame durante a gravidez é garantido, mas as recomendações médicas ainda são de evitar essa substância durante os nove meses.
A frutose e stévia são adoçantes naturais, extraído das frutas e de uma planta respectivamente. Apesar de naturais, também não há estudos que possam comprovar que são seguros para que se consuma durante o período gestacional.
O ideal é que a futura mamãe estabeleça para sua gravidez um período de alimentação equilibrada e de exercícios para não ganhar uns quilinhos a mais. Já as mamães que estão acima do peso, a gravidez não é hora mais adequada de engatar dietas mirabolantes. Alimentação adequada combinada com exercícios são suficientes para que assegure a sua saúde e do bebê.
Diabetes - A única recomendação é para as futuras mamães que são diabéticas. Há a necessidade do corte do açúcar e por vezes o consumo de adoçantes. O objetivo neste caso é evitar um alto consumo enquanto o bebê estiver se desenvolvendo dentro da sua barriga.

Dicas
Estabeleça com o seu médico a quantidade de adoçante que seja ou não adequado para o período da gravidez.
Se puder, troque o uso de produtos diet por alimentos saudáveis como frutas, verduras e legumes.
Com uma alimentação balanceada e prática de exercícios adequados para as gestantes, nenhuma mulher gestante, a não ser as diabéticas, necessitam do uso de adoçantes, mesmo os naturais.
Bruno Rodrigues

Desejada por  muitas a gestação de gêmeos pode ocorrer por fatores genéticos hereditários e mais atualmente devido as técnicas de reprod...

Gestações Múltiplas: Quais as chances dela ocorrer?


Desejada por  muitas a gestação de gêmeos pode ocorrer por fatores genéticos hereditários e mais atualmente devido as técnicas de reprodução assistida

Há quem ache lindo bebês gêmeos, mas também há quem fique arrepiado só de pensar em ganhar dois ou três bebês de uma vez. O fato é que, na grande maioria dos casos, essa não é uma decisão da mãe nem do pai. Então, saiba quais são as chances de ter uma gravidez múltipla.

Bebês gêmeos

A gestação múltipla envolve o desenvolvimento de dois ou mais fetos na cavidade uterina, diferente da gestação simples, onde há apenas um feto em desenvolvimento. O portal Guia do Bebê conversou sobre o assunto com o Dr. Marcello Valle, médico especializado em Reprodução Humana da clínica Origen, no Rio de Janeiro.
Segundo o especialista, há uma grande diferença entre as chances de uma gravidez múltipla por hereditariedade e por fertilizações. “A incidência natural de gravidez múltipla é 1/90 das gestações, e mais freqüente na raça negra. Com a utilização das técnicas de reprodução assistida esta incidência de gestações múltiplas correspondendo a 3,2% das gestações”, afirma.
Os números são incríveis e não há como negar a relação entre o crescimento de casos de gêmeos e trigêmeos com o uso de técnicas de reproduções humanas. Desde o primeiro bebe de proveta as gestações múltiplas aumentaram cerca de 70%.
Hoje, existem diversas técnicas e tratamentos para a infertilidade, como reposição hormonal, inseminação artificial e fertilização in vitro (FIV). O Dr. Marcelo explica que quando se utiliza uma técnica em reprodução as chances de ser uma gestação múltipla é em torno de 15%, principalmente a gemelar. Quando se usa medicamentos para a indução, desde que bem orientados, a incidência fica próximo aos casos de FIV.
A principal complicação da gestação múltipla é a prematuridade e o baixo peso dos bebês. E para a gestante, existe um maior risco de aumento da pressão arterial, diabetes, anemia e depressão pós-parto.
Numa tentativa de diminuir a incidência de gestações múltiplas, atualmente a ANVISA restringe os números de embriões a serem transferidos na técnica de fertilização em vitro conforme a idade da mulher. Mulheres com até 35 anos podem receber dois embriões, de 36 a 40 anos, três embriões, e acima dos 40 anos, quatro embriões, no máximo.
Dúvidas Mais Comuns
Quais as chances da mamãe ter uma gravidez múltipla?
A gravidez múltipla ou gemelar depende de diversos fatores, um deles e o mais forte para que a mamãe tenha gêmeos de forma natural é a genética. Se há um ou mais casos de gêmeos na família, há grandes possibilidades de uma gravidez gemelar. Tem pessoas que possuem uma pré-disposição natural para terem dupla ovulação, o que facilita a fecundação de dois ou mais óvulos ao mesmo tempo.
Existem mamães que tem gravidez múltipla sem ter casos de gêmeos na família, há uma série de outros fatores que influenciam na formação de gêmeos, dentre elas:
- A idade da mãe. Mulheres de 35 a 40 anos têm maior chance de ter uma gravidez de múltiplos. Conforme vai envelhecendo, o corpo da mulher tende a produzir mais hormônios e estimula a produção de mais óvulos de cada vez.
- Depois de tomar pílula anticoncepcional por muito tempo. Não está comprovado cientificamente, mas o número de mulheres que dizem ter engravidado de gêmeos após um longo período tomando anticoncepcional, leva-se a crer que é uma possibilidade.
- Mulheres de estatura alta têm cerca de 30% a mais de chances de ter uma gravidez gemelar.
Ainda não se tem muitas informações sobre gêmeos idênticos, as pesquisas não conseguiram descobrir o exato motivo da divisão celular ocorrer de tal forma. Há indícios de que existe um fator hereditário, mas ainda está sendo estudado.
Quais são as chances de ter um parto prematuro em uma gravidez gemelar?
A probabilidade de um nascimento antes de 38 semanas completas é muito alta.  Cerca de 70% dos nascimentos de gêmeos acontece na 36ª semana. Quando a gestação chega à 37ª semana, os médicos comemoram, pois a partir daí não é mais parto prematuro. Em 55,5% das gestações de múltiplos os bebês nascem antes das 36 semanas. Os trigêmeos ou mais nascem antes da hora em quase 100% dos casos.
Bebês nascidos a partir da 34ª semana costumam não ter maiores problemas, com menos de 29 semanas, os bebês prematuros precisam de mais cuidados e um pouco de sorte. A boa notícia é que os avanços na área neonatal melhoram cada dia mais.
Probabilidade estimada em função da hereditariedade e grupo racial (*)

  Mulheres Brancas Mulheres Negras
 Sem antecedentes na família ~ 1% acima de 1%
 Com antecedentes na família ~ 2% acima de 2%
 Sendo Gêmea ~ 5% acima de 5%


Probabilidade estimada em função da idade sem levar em conta o grupo racial e hereditariedade (*)

 Abaixo de 30 anos ~ 3%
 Acima de 30 anos ~ 5%


(*) Essas informações são baseadas em algumas pesquisas isoladas. Não um estudo aprofundado sobre o tema que mostre com precisão dado que são inúmeros os fatores que podem levar a alterações dessas estatísticas.


Paula R. F. Dabus


Se todos se preparem adequadamente a chegada do bebê será tranquila A chegada do bebê modifica toda a rotina da casa. Todos os esforços...

Primeiros dias do bebê em casa: como lidar com o cão e como apresentar o bebê?


Se todos se preparem adequadamente a chegada do bebê será tranquila

A chegada do bebê modifica toda a rotina da casa. Todos os esforços e atenção dos pais se concentram nos cuidados com a criança. No começo, pode ser muito difícil para o cão compreender essas mudanças. Sendo assim, é preciso condicionar o animal corretamente, para que ele aceite melhor essa situação e passe a gostar do novo membro da família.

Bebê brincando com o cão Pug

Ainda na maternidade, é importante que sejam levados alguns panos novos e limpos para ficarem em contato com o nenê. Depois, alguém deve trazer esse paninhos para casa, e deixá-los nos locais onde o cão costuma fazer coisas prazerosas: debaixo da vasilha de ração, na caminha do animal, junto aos brinquedos dele... Enfim, qualquer lugar que o cachorro relacione com atividades legais. Os cães possuem um olfato extremamente apurado, e o contato com os panos fará com que ele comece a se familiarizar com o cheiro do bebê e relacione esse cheiro com coisas boas como comer, dormir e brincar.
Ao chegar em casa, o ideal é agir com naturalidade, mesmo com a presença do nenê. Alguns cães ficam desconfiados, ou estranham o choro da criança, ou os movimentos. Então, neste primeiro momento, evite contato direto do focinho do cachorro com o bebê. O melhor é que a aproximação seja gradual, de acordo com a aceitação e tranquilidade do cão.
Outro fator relevante é o aumento no número de visitas na casa. Com toda essa movimentação fora do comum, o cão pode ficar estressado, associando a chegada de pessoas e mesmo a presença da própria criança com a perda de espaço, carinho e atenção. Portanto, toda vez que o cachorro tiver uma aproximação amigável com o bebê, ou com as visitas, ele deve ser recompensado com um petisco ou um carinho. No entanto, evite recompensar atitudes muito bruscas, como ficar pulando ou quando ele estiver agitado... Prefira dar ênfase a comportamentos mais tranquilos, pois, assim, o cão passará a valorizá-los também. Aulas de adestramento são muito úteis para ajudar nesse processo!
O cachorro deve possuir brinquedos que realmente goste, e que possa destruir. Assim, toda vez que precisar dar atenção exclusivamente ao bebê, ofereça um brinquedo bem legal, ou um ossinho próprio para cães, de acordo com a recomendação do veterinário, para que o cão fique interagindo com o objeto, e não se sinta rejeitado.
Com o passar dos dias, a segurança vai aumentando, e a aproximação pode ser maior. A convivência entre cães e crianças é muito benéfica para ambos, e pode e deve ser incentivada. Porém, mesmo se tratando de um animal extremamente dócil e carinhoso, o contato entre o cachorro e o nenê deve ser feito sempre sob supervisão para evitar acidentes!
Evite também mudanças bruscas na rotina do animal. Os passeios e brincadeiras com o cão devem continuar na mesma intensidade nessa época, para evitar ansiedade e o surgimento de compulsões e comportamentos destrutivos ou indesejados. Os limites também devem continuar firmes. Muitas vezes, na tentativa de “compensar” o tempo que se passa longe do cachorro, o dono deixa que cão faça o que quiser... E isso não deve acontecer.
E lembre-se: o mais importante é a qualidade do tempo que o proprietário passa com o cachorro. Por isso, educação, carinho e respeito devem sempre fazer parte da rotina do animal, em qualquer situação.
No próximo artigo, falaremos de um assunto muito importante e cheio de mitos: a convivência entre gatos e grávidas. Não percam!



Caroline Serratto
Zootecnista, escritora e adestradora

Embora a transmissão da toxoplasmose seja atribuída ao gato ela é transmitida mais frequentemente por outros meios e quem sofre é o bichano...

Gatos e grávidas: mitos e verdades

Embora a transmissão da toxoplasmose seja atribuída ao gato ela é transmitida mais frequentemente por outros meios e quem sofre é o bichano. Cuidados simples permitem a convivência entre gatos e gestantes sem prejuízos.


Durante a gestação, muitas proprietárias de gatos ficam com dúvidas sobre a segurança no convívio com esses animais. Algumas pessoas acreditam que os gatos transmitem doenças ao ser humano, e que o convívio desses pets com mulheres grávidas pode ser potencialmente perigoso. O maior receio é em relação a toxoplasmose.
Mulher grávida brincando com seu gato
A toxoplasmose é causada pelo protozoário parasita Toxoplasma gondii. O contágio pela toxoplasmose durante o período de gestação pode causar aborto, má formação fetal, sequelas neurológicas e problemas oculares.
Existe ainda o mito de que a toxoplasmose é a “doença do gato”, e esse pensamento equivocado é comum mesmo entre muitos médicos. No entanto, já é cientificamente comprovado as formas de contágio mais frequentes são:

  • Ingestão de carne contaminada mal cozida ou crua;
  • Ingestão de alimentos contaminados por faca ou utensílios que tiveram contato com carne crua contaminada;
  • Beber água contaminada pelo parasita toxoplasma;
  • Ingestão de frutas ou verduras que tiveram contato com terra contaminada e não foram devidamente higienizadas.

Os gatos podem transmitir a doença, mas para isso ocorrer eles  devem estar infectados. Isso ocorre ao comer roedores, passarinhos e outros animais contaminados. O parasita então é passado nas fezes do gato na forma de oocisto, que é microscópio e pode ser ingerido pelo ser humano em algumas situações:

  • Após limpar a caixa de fezes do gato;
  • Comer alguma coisa que entrou em contato com fezes de gato infectado com toxoplasma.

O gato que fica dentro de casa, sem o hábito de caçar, pode não estar infectado com a toxoplasmose. Um exame simples de sangue  no felino é suficiente para eliminar as dúvidas.
Algumas dicas para evitar a contaminação:

  • Lavar as mãos após o contato com carne crua; 
  • Lavar pias, tábuas de carne e outros utensílios; 
  • A carne deve ser cozida para o consumo;
  • Lavar bem as frutas e verduras; 
  • Limpar diariamente a caixa sanitária do gato, pois assim as fezes são removidas antes que os “ovos” possam se tornar contaminantes. As mulheres grávidas devem evitar essa tarefa, ou utilizar luvas e depois lavar bem as mãos;
  • Não alimentar os gatos com carne crua, vísceras ou ossos e não permitir que saiam de casa para que evitem o hábito da caça; 
  • Combater vetores, como insetos, por exemplo.

O convívio com animais é muito benéfico para nós, em todas as fases da vida. De forma segura e saudável, essa relação nos proporcionará momentos de felicidade. Por isso, tomando os devidos cuidados, não há necessidade alguma de se privar do convívio com os bichanos durante a gravidez.



Caroline Serratto
Zootecnista, escritora e adestradora

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Montreal, Canadá, revelou cientificamente o que o instinto materno sempre indicou: a voz da mamã...

Voz materna é especial para o bebê

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Montreal, Canadá, revelou cientificamente o que o instinto materno sempre indicou: a voz da mamãe é especialmente exclusiva para o seu bebê.



Para dar mais sentido a essa afirmação, foi feito um estudo com 16 recém-nascidos com até 24 horas de vida. Eletrodos foram colocados na cabeça dos bebês enquanto dormiam e foi pedido para que as mães verbalizassem um fonema.
Foi pedido para que outras mulheres, as enfermeiras, repetissem o mesmo exercício.
O monitoramento dos sinais cerebrais dos bebês mostrou que a área cerebral ativada quando a mãe fala é a do hemisfério esquerdo, mais precisamente a área do processamento da linguagem e o circuito responsável pelas habilidades motoras.
Quando a enfermeira falou com o mesmo bebê a parte cerebral ativada foi o hemisfério direito na área do reconhecimento da voz.
Essa pesquisa indica que a mãe é a iniciadora da aquisição de linguagem da criança e que há uma ligação neurobiológica entre aquisição da linguagem pré-natal e habilidades motoras ligadas envolvidas com a fala.
Papo entre mãe e filho ainda na barriga - Você sabia que o bebê, geralmente, começa a escutar a voz da mamãe desde a 24ª semana de gestação?
Uma dica importante que fica diante dessa pesquisa é que a mamãe deve conversar com o seu filho mesmo no período em que bebê está na barriga dela. Não é loucura, não.
Isso é reconfortante, deixa o bebê seguro e faz com que melhore a sua aquisição de fala.
Bruno Rodrigues

Existem muitas histórias que giram em torno da gravidez. São tantos contos e lendas que a mamãe fica sem saber se acredita ou não. Até...

Alguns mitos da gravidez



Existem muitas histórias que giram em torno da gravidez. São tantos contos e lendas que a mamãe fica sem saber se acredita ou não. Até porque as vezes as informações são verdadeiras Mas têm outras que são mentirosas e que passam de geração para geração sem saber onde tudo e por que começou.
Aqui vamos desmistificar algumas histórias que as vovós, titias e vizinhas ainda acham que são verdadeiras e deixam a cabeça da futura mamãe confusa.
O sexo pode prejudicar o bebê – O sexo só será proibido se o médico encontrar alguma alteração com a gestação (como deslocamento de placenta e pressão alta). Se não tiver problema algum com a gestante e o bebê, o sexo está mais do que liberado. Não machuca o bebê, já que está envolvido pela placenta. E além de aumentar o fluxo sanguíneo na área da bacia aumentando a oxigenação fetal, as endorfinas produzidas no orgasmo trazem a sensação de bem-estar no bebê.
Ficar em jejum para diminuir o enjoo – Isso não é verdade! Pelo contrário, a mulher deve comer mais vezes e em menos quantidade se quiser diminuir a sensação de enjoo.
Se a grávida soprar a nuca do marido quando este está dormindo, passa os enjoos para ele – Enjoos são causados pelos inúmeros hormônios que a mulher têm no seu organismo durante a gravidez e isso NÃO melhora apenas com um sopro na nuca do marido.
A mulher deve comer por dois – Mais um engano. A mulher deve aumentar somente 300 calorias por dia para que tenha uma gravidez saudável sem um grande aumento de peso. Essa quantidade já é suficiente para que o bebê se desenvolva de forma satisfatória. A mulher deve comer mais qualidade e saudavelmente.
Barriga redonda indica menina e pontuda menino – A forma da barriga NÃO tem relação com o sexo do bebê. A barriga se desenvolve dependendo da conformação física da mamãe.
Exercícios físicos durante a gravidez fazem mal – Não podemos realizar as mesmas atividades físicas de antes da gravidez, mas exercícios supervisionados por um profissional especializado são mais do que recomendados. Hidroginástica e caminhada são exercícios de baixo impacto que podem ser realizados pela futura mamãe.
Se a grávida tem muita azia, é porque o bebê vai ser cabeludo – O que vai definir se seu filho vai ser ou não cabeludo não é a azia e, sim, a genética. A azia aparece porque o útero pressiona o estômago, causando um refluxo do ácido do estômago.
Se os desejos da grávida não forem satisfeitos o bebê pode nascer com algum sinal – Os desejos são originados normalmente devido à necessidades do organismo da grávida, como falta de alguma vitamina. Mas se a mamãe não comer a jaca que deseja seu filho não vai nascer nem com cara nem com algum sinal lembrando a jaca.
Grávidas devem fazer sauna ou permanecer em banheiras com água quente por muito tempo – Mentira. Mamães grávidas NÃO podem ficar em banheiras e saunas por muito tempo. O calor estimula a vasodilatação dos vasos, podendo levar a uma hipotensão arterial. E isso prejudica o transporte sanguíneo para o feto.
Bruno Rodrigues

A trombofilia é um problema grave e pode ser responsável por alguns abortos "sem explicação". Trombose é a formação ou o ...

O que é Trombofilia?

A trombofilia é um problema grave e pode ser responsável por alguns abortos "sem explicação".





Trombose é a formação ou o desenvolvimento de coágulos sanguíneos. Já a trombofilia é a propensão a desenvolver trombose ou outras alterações em qualquer período da vida, inclusive, durante a gravidez, parto e pós-parto, devido a uma anomalia no sistema de coagulação do corpo.
Na gravidez existem maiores possibilidades de uma mulher desenvolver a trombofilia. As causas não são todas  conhecidas, mas sabe-se que o fator genético da doença é uma delas. “Não podemos nos esquecer que entre as modificações do organismo da futura mamãe, há uma grande tendência de hipercoagulabilidade natural. Isso é fundamental para garantir que após o parto, a contração uterina ajude a encerrar a hemorragia que acontece após a saída da placenta. De outra forma, as mulheres morreriam após dar à luz”, explica o Dr. Antonio Braga, obstetra da Maternidade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
A trombofilia é um problema grave de saúde e precisa ser tratada o mais rápido possível. Se ignorada, pode trazer sérios problemas para a mãe e até causar a morte do bebê. O risco é que os coágulos obstruam os vasos sanguíneos, causando o entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro materno, como também obstruindo a circulação na placenta.
É importante que o ginecologista que acompanha a gestante conheça o histórico da paciente e faça um acompanhamento mais detalhado caso tenha história pessoal ou familiar de trombose; três ou mais abortos naturais de 1º trimestre, dois abortos de 2º trimestre ou um caso de natimorto; casos de pré-eclampsia grave, principalmente em grávidas com menos de 32 semanas de gestação; história de descolamento prematuro de placenta e parente de primeiro grau com mutações no sangue. Para detectar se há algum tipo de trombofilia, o médico deve pedir uma complexa investigação laboratorial.
Segundo o Dr. Antonio Braga, existem tratamentos eficazes caso haja o desenvolvimento de trombofilias. O ideal é que o médico que acompanha a mamãe fique atento a qualquer sinal e assim que detectado o problema, encaminhe-a para um hematologista ou reumatologista.

Fernanda Segantini

Que mulher não quer perder o mais rápido possível os quilinhos extras que ganhou na gravidez? Tanto aquelas que ganharam pouco como as...

Voltando ao peso normal após a gravidez



Que mulher não quer perder o mais rápido possível os quilinhos extras que ganhou na gravidez? Tanto aquelas que ganharam pouco como as que ganharam muito peso não veem a hora de voltar ao corpo que tinham antes da barriga começar a crescer.
O problema começa quando algumas dessas mulheres querem emagrecer a qualquer custo, fazendo dietas radicais e hipocalóricas mesmo quando estão no período de amamentação. Essa atitude pode prejudicar o desenvolvimento de seus bebês.
É isso mesmo, uma dieta com poucas calorias pode comprometer a produção de leite da mulher e, portanto, a nutrição do pequeno, que depende desse leite para um melhor crescimento e desenvolvimento.
No período da amamentação, a mulher precisa de pelo menos 400 calorias a mais para suprir as suas necessidades e as do bebê. Essa alimentação tem que ser balanceada com todos os grupos de alimentos (carboidratos, proteínas, minerais e vitaminas). Frutas, legumes, verduras em abundância, carnes brancas e magras, leites e derivados e cereais são importantes na dieta da mamãe.
Tem uma informação que as mamães normalmente esquecem ou não sabem. Quando uma mulher amamenta, seu gasto calórico é aumentado em cerca de 30%. Portanto, é comum mulheres emagrecerem após a gravidez mesmo sem grandes dietas. A amamentação é o jeito que o corpo encontra de voltar ao que era antes. Um dos fatos que comprova a importância da amamentação para o bebê e para a mamãe.
Além de uma dieta balanceada é essencial que a mulher beba muito líquido como água e sucos naturais. O que não é difícil já que a mulher que amamenta tem muita sede. Não há nada comprovado de que adoçantes prejudicam ou não a saúde da mulher ou do bebê e, por isso, se deve evitar esse tipo de substâncias. Tente usar só um pouco de açúcar ou de maneira moderada o adoçante.
Vale o recado: não se esqueça que algumas substâncias podem passar para o leite, chegando ao bebê, como álcool, cafeína e nicotina. A cafeína é encontrada no café, em refrigerantes tipo cola e até em remédios para dores de cabeça. Cuidado.
A procura de um médico e de uma nutricionista para orientação de qual a melhor maneira de se alimentar para não prejudicar a mamãe e o bebê é o melhor caminho para a saúde dos dois. Nunca tome remédios ou vitaminas em cápsula sem indicação médica.

A partir do momento em que a mulher descobre a existência de um serzinho dentro de si, ou até mesmo quando isso é apenas uma desconfiança, o...

O sono da mamãe é imprescindível

A partir do momento em que a mulher descobre a existência de um serzinho dentro de si, ou até mesmo quando isso é apenas uma desconfiança, o sono dela já sofre alteração, sem previsão de quando voltará a ser como era antes da gravidez.



Isso mesmo, sem previsão! Depois que as mulheres se tornam mães, o sono provavelmente nunca será o mesmo.
Mesmo quando o filho cresce, a mamãe dificilmente terá aquele sono da adolescência (quando dormia vendo Sessão da Tarde). A situação segue inalterada anos depois. Os filhos crescem e começam a ir para as “baladas”; as mamães ficam com o sono leve de preocupação.
Nada de desespero. O importante é ter disciplina e organização. Já na gravidez o organismo vai preparando o corpo para as noites mal dormidas depois que o bebê nasce.
Nos três primeiros meses de gestação a mulher sente um cansaço e um sono quase que incontroláveis. São as mudanças hormonais da gravidez. Sempre que puder, descanse. Os enjôos podem também aparecer atrapalhando o seu sono e deixando-a mais cansada e com sono. Ainda sim, qualquer tempinho para descansar é bem vindo.
Normalmente depois dos três meses até o quinto mês o sono e o cansaço voltam a ser mais equilibrados e ainda não há o imenso barrigão atrapalhando a posição de dormir da mamãe. Aproveite essa época para dormir gostoso.
Barrigudinha - Passando o quinto mês o tamanho da barriga já começa a atrapalhar o sono, principalmente pela mamãe não achar uma posição confortável.
As mulheres que estão acostumadas a dormir de bruços podem sofrer ainda mais. O sono pode tornar-se fragmentado, uma vez que os movimentos dos bebês na barriga da mamãe a fazem despertar inúmeras vezes no decorrer do descanso. As câimbras, assim como os enjôos dos primeiros meses, podem aparecer na reta final da gravidez prejudicando ainda mais o sono da mamãe.
Após o nascimento do bebê o sono da mamãe fica mais quebrado, principalmente nos três primeiros meses. O bebê acorda várias vezes à noite para mamar, por estar com a fralda molhada ou até por ter o aconchego do colo. A mamãe deve aproveitar todos os momentos em que seu bebê encontra-se dormindo para descansar com ele.
O ideal seria que se encontre alguém como o marido, empregada ou a vovó para ajudar com os afazeres domésticos e compras.
Após o terceiro mês o bebê começa a regular melhor o sono, podendo até dormir a noite toda ou acordando apenas uma vez para mamar. A mamãe não pode esquecer que dormir pouco ou ter o sono irregular pode deixar a mulher mais ansiosa, com variações bruscas de humor, trazer problemas físicos e psíquicos e até afetar seu relacionamento social.
Nessa época não é a quantidade de sono que prevalece, mas sim a qualidade desse sono.
Algumas dicas são preciosas para essa qualidade do sono. Vejamos: adequar ao ritmo do bebê e aproveitar as horas em que o pequeno dorme para descansar também.
Evite colocar o bebê para dormir na mesma cama, pois há o perigo de asfixia. Além disso, quanto mais a criança se acostumar a dormir na cama dos pais, pior será o processo de adaptação ao berço.
Em caso de choro na madrugada, tente convencer o pai a executar a tarefa de fazer a criança voltar a dormir, a menos que o bebê não tenha sido amamentado. Neste caso, apenas a mamãe resolve (amamentar).
São algumas dicas que aumentam o tempo de sono e fazem uma diferença enorme para o bem estar da mamãe.
Bruno Rodrigues

Toda gestante se desespera ao constatar sangramentos vaginais. Afinal, esses sangramentos são comuns na gestação ou significam algum probl...

Sangramentos na gestação

Toda gestante se desespera ao constatar sangramentos vaginais. Afinal, esses sangramentos são comuns na gestação ou significam algum problema com o bebê?
Gestante preocupada com possível sangramento

Na verdade, existem diferentes motivos para ocorrer sangramentos durante a gravidez, alguns graves e outros relativamente comuns. Se notar sangue na calcinha, mesmo que o fluxo de sangue seja pequeno e que não haja dor, a mulher deve consultar seu médico ginecologista para fazer exames e avaliar seu estado e do bebê o mais depressa possível.
Quando o sangramento ocorre no primeiro trimestre da gestação, geralmente, está relacionado com mudanças que acontecem no corpo da mulher. Ele pode ocorrer devido às alterações hormonais ou quando óvulo fecundado se acomoda no útero, rompendo alguns vasos sanguíneos. Outra hipótese é que a mulher sangre nos dias em que viria a sua menstruação caso não estivesse grávida. Nesses casos, o sangramento é pequeno e nem causa danos à mamãe ou ao bebê.
Quando o sangramento é mais abundante ou vem acompanhado de fortes cólicas abdominais, pode ser um sinal de aborto espontâneo ou de gravidez ectópica, quando o embrião cresce nas trompas ao invés do útero. Nesse caso, a situação é mais preocupante e a gestante deve procurar imediatamente seu médico para que ele controle a situação.
Já no final da gestação, a partir do terceiro trimestre, o sangramento vaginal pode ser sinal de um parto prematuro. Geralmente, quando isso ocorre, o médico indica que a gestante fique em repouso ou adiante a data do parto, dependendo da situação da mãe e do bebê.
Para evitar sangramentos, a gestante deve evitar grandes esforços e fazer atividades físicas apenas com a orientação do médico ginecologista. É imprescindível também realizar um bom pré-natal para acompanhar sua saúde e do bebê durante todo o período.
Paula R. F. Dabus

O acompanhamento pré-natal é fundamental para evitar os riscos de uma gravidez com incompatibilidade sanguínea, principalmente em relaçã...

Incompatibilidade sanguínea


O acompanhamento pré-natal é fundamental para evitar os riscos de uma gravidez com incompatibilidade sanguínea, principalmente em relação ao fator RH.

Assim que a mamãe sabe que está grávida, marca sua visita ao médico para iniciar o pré-natal. Em todo início de gravidez são exigidos inúmeros exames e testes, entre eles, a tipagem sanguínea e o fator Rh da mãe e do pai para saber se há risco de incompatibilidade entre o sangue da mãe e do feto.
Especialista realizando análise de sangue

Segundo o Dr. Antônio Braga, obstetra da Maternidade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, na verdade, existem alguns tipos de incompatibilidade sanguínea. O principal deles é a incompatibilidade do sistema ABO, quando o sangue da mãe é diferente do sangue do pai, independente do fator Rh. “Nesse caso, não há muito com o que se preocupar. O máximo que acontece é a criança apresentar icterícia, uma cor mais amarelada do que o normal. Pode ser tratado na maternidade com fototerapia ou com exposições moderadas ao sol”, explica o especialista. Em 2% dos casos de incompatibilidade devido aos tipos sanguíneos, ocorrem em tipos não pesquisados normalmente.
A principal preocupação do médico é a incompatibilidade do sistema Rh, que ocorre caso o bebê tenha o Rh positivo herdado do pai e a mãe possua o fator Rh negativo. Como essa incompatibilidade é bem menos freqüente, ela apresenta os casos mais graves de doença hemolítica do recém-nascido ou eristoblastose fetal. Nessa doença, o feto pode falecer na gestação ou após o nascimento. A doença hemolítica pode resultar também em um recém-nascido com anemia profunda, provocando icterícia grave, além de surdez e de paralisia cerebral.
Quando há incompatibilidade sanguínea devido ao fator Rh há sensibilização na mamãe, pois o sangue dela reconhece o bebê como um “intruso” e começa a criar anticorpos contra ele. Como os anticorpos que são produzidos na primeira gravidez são moléculas grandes, elas não são capazes de atravessar a barreira da placenta. Por isso, na primeira gravidez, se o sangue da mãe entrar em contato com o sangue do bebê que seja incompatível, nada acontece. Mas, se engravidar novamente e a mamãe não tiver feito o tratamento adequado na gestação anterior, os anticorpos que são produzidos são moléculas menores, que conseguem atravessar a placenta e vão destruir as hemácias do bebê. “A destruição das hemácias provoca uma grave anemia e pode causar edema fetal generalizado, aumento do líquido amniótico e até a morte do bebê. Os bebês que sobrevivem apresentam grave anemia ou icterícia rara”, esclarece o Dr Antônio Braga.
Para se prevenir de problemas decorrentes do tipo sanguíneo, a mamãe deve iniciar o pré-natal assim que fica sabendo que está esperando o seu bebezinho. O obstetra deve fazer uma pesquisa detalhada sobre o histórico clínico da mamãe para buscar situações que possam ter sensibilizado-a. Mesmo com esse cuidado, Braga explica que a prevenção deve ser feita com o medicamento chamado anti-D, que evita a sensibilização, nas primeiras 72 horas pós-parto. “Em casos de gestantes que já foram afetadas, na segunda gestação devem ser acompanhadas em Centro de Referência ou por especialista em Gestação de Alto Risco para que nada aconteça com o feto”, alerta o obstetra.
Dúvidas recorrentes
Pais com o Rh igual podem ter filhos com problemas hemolíticos?
Existem casos que mesmo que os pais tenham o Rh igual, a criança nasce com alguma doença hemolítica. Isso ocorre por conta de incompatibilidade do sistema ABO, que normalmente não desenvolve doenças graves, no máximo uma icterícia leve, coloração amarelada na pele que pode ser corrigida com tratamento fototerápico no berçário, ou até mesmo com o sol. Segundo o Dr. Antônio Braga, obstetra da Maternidade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, outro motivo que pode causar doenças no sangue, no caso de Rh igual entre os pais, é a incompatibilidade de anticorpos irregulares, o mais comum deles é o Duff. Esses são mais raros, atingem 2% dos casos e só são pesquisados quando há alguma doença grave sem motivo aparente.
Depois de ter um bebê nascido com eristoblastose fetal, o que a mãe deve fazer para engravidar novamente sem riscos?
Em casos onde a mamãe tem o Rh (–) e o bebê tem o Rh (+) há riscos de sensibilização no sangue, após o primeiro parto a mamãe deve tomar uma vacina em até 72 horas, para que não ocorra sensibilização em uma próxima gravidez. Mães que já foram sensibilizadas, que tiveram abortos ou bebês com eristoblastose precisam fazer pré-natal em centro especializado, pois tem mais chances de ter outro bebê com a doença ou de perder o bebê.
As vacina que os médicos aplicam nas gestantes com Rh (-) protegem contra o que?
As vacinas aplicadas em gestantes com Rh(-) que tenham possibilidade de ter filhos com Rh(+) servem para prevenir que o sangue da mãe reconheça o bebê como um “corpo estranho” e ataque as células dele. A vacina evita que a mãe se sensibilize contra o sangue Rh(+) e não cause problemas para o bebê.

 

Aborto espontâneo é o termo usado para a gestação que termina acidentalmente antes de completar 20 semanas. E isso é bastante comum. Esti...

Entenda o aborto espontâneo

Aborto espontâneo é o termo usado para a gestação que termina acidentalmente antes de completar 20 semanas. E isso é bastante comum. Estima-se que quase 20% das gestações não cheguem até o fim.



Geralmente, o aborto espontâneo acontece até a 12ª semana de gestação, quando os principais órgãos do bebê estão se desenvolvendo. Muitas vezes é tão precoce que ocorre antes mesmo da mulher descobrir que está grávida, sendo o único sintoma o atraso na menstruação.
A causa mais comum é a má formação do feto, ou seja, quando um defeito cromossômico impede o desenvolvimento do bebê. O aborto é a forma do corpo "decidir" por não levar adiante essa gravidez que não se desenvolve como "esperado".
A má formação do embrião pode acontecer devido à idade materna avançada, diabetes, disfunções da tireóide e do útero, uso de medicamentos, doenças infecciosas ou excesso de cigarro, álcool ou droga. Outra causa comum do aborto é a gravidez ectópica, quando o embrião se desenvolve fora do útero.
Muitas vezes a mãe se culpa por ter feito atividade física no início da gestação, por ter levado algum tombo ou por ter tido relações sexuais, porém, em princípio nada disso é considerado causa de aborto espontâneo.
O principal sintoma do aborto é o sangramento vaginal, que pode vir acompanhado de fortes dores abdominais e contrações uterinas. Em alguns casos, ao invés de sangue, a mulher elimina uma secreção, que indica que a bolsa se rompeu. Se expelir algum material sólido após esses sintomas, é importante colher o material para que o médico possa examinar. É possível ainda que o aborto aconteça sem sangramento ou dor e a mulher irá descobrir que a gravidez não está se desenvolvendo ao realizar os exames de pré-natal.
Ao observar qualquer sintoma é importante procurar um médico imediatamente (não adianta fazer buscas na internet e tentar consultas virtuais). Ele irá realizar exames para confirmar o aborto e verificar se há necessidade de realizar uma curetagem, caso o feto ou a placenta não tenha sido inteiramente eliminada. Muitas vezes, os sintomas podem ser apenas uma ameaça de aborto e se o médico agir rapidamente a gravidez poderá continuar.
A dúvida de muitas mulheres é se após sofrer um aborto espontâneo irão conseguir engravidar normalmente. Provavelmente sim. Sofrer um aborto não significa que as futuras gestações não vão se desenvolver até o fim. A única orientação é que esperem de três a seis meses até engravidar novamente para que o corpo possa se restabelecer.
Se o aborto espontâneo se repetir por três vezes consecutivas ele é considerado um aborto habitual e é indicado que se investigue a causa para poder tratar o problema.
Um cuidado que a gestante pode tomar para evitar um aborto espontâneo é fazer exames antes da gravidez. O ginecologista poderá detectar problemas hormonais e infecções virais que podem impedir que a gravidez se desenvolva normalmente. Se a mulher estiver saudável, o medico irá prescrever ácido fólico, que ajuda a evitar a malformação do feto.
Do ponto de vista psicológico, o aborto espontâneo deve ser encarado pela mulher com naturalidade e ela deve confiar que as chances da próxima gravidez ocorrer normalmente são grandes. Antes de fazer novas tentativas, é importante se recuperar emocionalmente da perda do bebê. Conversar com outras mães que passaram por isso e hoje têm filhos pode ajudar a mulher a ganhar confiança, esquecer o episódio e perder o medo de encarar outra gravidez.
Paula R. F. Dabus

As gestantes que fumam devem tomar cuidado. As substâncias presentes do cigarro não prejudicam só a elas. Os bebês também podem ter séri...

Os riscos de fumar na gravidez


As gestantes que fumam devem tomar cuidado. As substâncias presentes do cigarro não prejudicam só a elas. Os bebês também podem ter sérias complicações

Grávida com cigarro na mão

Mulheres que mantém o vício de fumar nos primeiros três meses de gravidez correm o risco de sofrer aborto natural, sangramentos, descolamento de placenta e parto prematuro, além de problemas de saúde congênitos para o bebê. 
Quando ainda está na barriga, o feto absorve tudo que está no sangue da mãe. A mamãe fumante, além de oxigênio no sangue também tem monóxido de carbono, que é liberado pela fumaça do cigarro. Ou seja, o bebê “fuma” junto com a mãe.  Além disso, a nicotina, outra substância presente no cigarro, estreita os vasos sanguíneos fazendo com que chegue menos nutrientes e oxigênio para o feto, o que pode acarretar graves problemas de desenvolvimento.
“São muitos os danos que o consumo do cigarro pode gerar. Há grandes chances de o bebê nascer prematuro e com peso abaixo do normal, entre outros males. Por isso, as mães precisam ser cautelosas com a saúde dos filhos”, afirma a ginecologista Flávia Fairbanks.
Além dos males que o cigarro traz para o feto, a saúde da mamãe também é prejudicada. Por causa do estreitamento dos vasos sanguíneos causado pela nicotina, e da pressão natural que a gravidez causa nas veias abdominais, a circulação de sangue nas pernas fica comprometida, podendo causar trombose, que é a formação de coágulos dentro das veias. Se não for tratada rapidamente, a trombose pode se complicar e acarretar problemas mais sérios como:
Embolia pulmonar: o coágulo pode soltar da veia e ir até o pulmão, causando falta de ar e dor para respirar. A gravidade do problema depende do tamanho do coágulo, variando desde sutil até insuficiência respiratória aguda.
Trombose na placenta: é a formação de coágulos na placenta, que pode evoluir para insuficiência placentária (a placenta não consegue mais levar oxigênio e nutrientes para o feto). A gravidade também é variável, e nos quadros mais graves pode levar até a morte do bebê.
“Não há nenhuma novidade em afirmar que o cigarro pode estimular o desenvolvimento de diversas doenças; ainda assim, muitas pessoas insistem em manter o vício. O que agrava a situação, no caso das gestantes, é que elas não estarão prejudicando apenas o próprio organismo, mas também o de um bebê que, ao nascer, já poderá apresentar diversos problemas por conta do costume nocivo da mãe”, declara a Dra. Flávia.

Paula R. F. Dabus

  O excesso de líquido amniótico no útero chama-se Polidrâmnio ou Hidrâmnio. É algo raro, que acomete 1% das gestantes e pode ser causa...

Aumento de líquido amniótico.

 

O excesso de líquido amniótico no útero chama-se Polidrâmnio ou Hidrâmnio. É algo raro, que acomete 1% das gestantes e pode ser causado por diversos fatores.


A partir do segundo trimestre da gravidez, o bebê começa a engolir o líquido e eliminá-lo como urina. O bebê consegue reciclar o volume todo de líquido amniótico em apenas algumas horas, o que faz com que grande parte do líquido seja formado por urina do bebê. Às vezes, há um desequilíbrio no processo, o que causa o acúmulo ou a perda excessiva de líquido no útero.
O líquido amniótico tem um papel muito importante na gestação, além de envolver o bebê, ele possui funções importantes como amortecer choques e movimentos bruscos; não deixar o cordão umbilical ser comprimido, o que poderia acarretar diversos problemas de oxigenação para o bebê; manter a temperatura dentro do útero; ajudar na formação do sistema digestivo e respiratório, entre outras.
Existem indícios para que as mamães percebam que o líquido amniótico está acumulando. Entre esses indícios estão o crescimento acelerado da barriga, sensação de pele esticada e falta de ar. Mas lembrem-se mamães, esses são sintomas que muitas vezes são apresentados em uma gestação, sem que haja algum problema de saúde. Para tirar a dúvida, a quantidade de líquido que existe no útero pode ser medida por meio de ultrassonografia. 
Alguns casos mais graves de polidrâmnio podem ser causados por infecções que afetam o bebê, como rubéola; incompatibilidade de Rh, o que pode levar o bebê ter anemia; alguns defeitos cromossômicos, como Síndrome de Down; ou a mamãe ter diabetes com níveis de açúcar não controlados, fazendo com que o bebê pode produza mais urina. 
Muitas vezes, mamães com polidrâmnio têm bebês saudáveis. O importante é sempre fazer um acompanhamento médico para iniciar o tratamento o mais breve possível. Em muitos casos, o médico pode pedir para a gestante que repouse, pois assim evita o parto prematuro, que ocorre em geral por descolamento de placenta. 

Fernanda Segantini

    A perda do líquido amniótico é chamada de Oligoidrâmnio e não é tão rara. Cerca de 8% das grávidas têm oligoidrâmnio em algum pon...

Perda de líquido amniótico.

 

 

A perda do líquido amniótico é chamada de Oligoidrâmnio e não é tão rara. Cerca de 8% das grávidas têm oligoidrâmnio em algum ponto da gestação.


O líquido amniótico tem um papel muito importante na gestação. Além de envolver o bebê, ele possui funções muito importantes como amortecer choques e movimentos bruscos; não deixar o cordão umbilical ser comprimido, o que poderia acarretar diversos problemas para o bebê; manter a temperatura dentro do útero; ajudar na formação do sistema digestivo e respiratório, entre outras.
A perda do líquido amniótico é chamada de Oligoidrâmnio e não é tão rara. Cerca de 8% das grávidas têm oligoidrâmnio em algum ponto da gestação, normalmente no terceiro trimestre.
No decorrer da gravidez, a quantidade de líquido amniótico aumenta. Por volta de 34 a 36 semanas, é provável que uma gestante tenha de 800ml a 1 litro de líquido dentro do útero. A partir daí, a quantidade de líquido começa a diminuir aos poucos, até o bebê nascer.
Existem duas maiores preocupações em relação a perda de líquido amniótico antes do terceiro trimestre da gestação. Como o líquido ajuda no desenvolvimento dos pulmões do bebê, a perda dele pode prejudicar o crescimento desses órgãos. Outra grande preocupação é o parto prematuro. 
A quantidade de líquido que existe no útero pode ser medida por meio de ultrassonografia. Em alguns casos, a partir do terceiro trimestre, se o líquido estiver muito baixo, o médico pode decidir que o bebê se desenvolverá melhor fora do útero do que dentro dele e antecipar o parto.
Diversos fatores podem ajudar a mamãe a perceber que está perdendo líquido amniótico. As gestantes devem ficar atentas aos sinais, principalmente as hipertensas, diabéticas ou que tenham lúpus. Se começar a perder líquido pela vagina ou se o bebê não se mexe com a frequência de antes, é bom procurar um especialista.
Quando o oligoidrâmnio ocorre no terceiro trimestre da gestação não exige nenhuma providência e o médico só ficará acompanhando a gravidez mais de perto. As causas da redução de líquido nem sempre são conhecidas. A diminuição do volume da água é mais observada em épocas de calor, o que pode estar relacionado à desidratação da mãe. Por isso, é importante tomar bastante líquido, fazer repouso e talvez o seu médico recomende banhos submersos.
Assim que identificada a causa, o oligoidrâmnio tem tratamento específico, ele pode ocorrer por ruptura parcial de bolsa, problemas na placenta, anomalias do bebê, síndrome da transfusão feto-fetal e medicamentos que a mamãe ingere.

Fernanda Segantini

    Estar a amamentar não a impede de apanhar uma constipação ou uma gripe. E especialmente se estiver stressada, privada de sono e c...

Devo amamentar se estiver doente?

 
 
Estar a amamentar não a impede de apanhar uma constipação ou uma gripe. E especialmente se estiver stressada, privada de sono e cansada, estará ainda mais propensa a apanhar uma doença contagiosa.

Caso isso aconteça, poderá amamentar normalmente? A resposta é: Sim, deverá continuar a amamentar normalmente. Uma constipação ou gripe não significa que deva interromper a amamentação do bebé. Além de tudo deverá mesmo de o fazer, pois a amamentação é essencial para evitar que o próprio bebé apanhe a sua constipação.

Quando adoece, o seu corpo produz anticorpos para combater a doença, e muitos desses anticorpos passam para o leite materno. Ao passarem para o leite, passarão também para o bebé através da amamentação, o que poderá ajudar a reduzir a hipótese dele contrair a doença que você tem. Isto poderá significar uma família inteira com gripe e um bebé plenamente saudável. Porém, deverá ter o cuidado de evitar o contágio dos germes com o bebé: antes de amamentar e de tocar no bebé, lave bem as suas mãos e evite tossir ou espirrar perto do dele.

O parto faz obviamente parte de uma gravidez e as dores fazem naturalmente parte do parto, por isso antes de acontecer, mais tarde ou ma...

Como lidar com as dores do parto.



O parto faz obviamente parte de uma gravidez e as dores fazem naturalmente parte do parto, por isso antes de acontecer, mais tarde ou mais cedo irá começar a ter de pensar nele: Por que tipo de parto optar? Que género de parto me proporcionará menos dor?… São dúvidas que surgem numa mãe expectante. A experiência que já teve, ou pensa ter, como parturiente, irá ser determinante para a sua decisão. Ficam aqui algumas explicações acerca do parto e da gestão da dor para a ajudar a fundamentar ou a gerir as suas expectativas e decisões.

Se é uma grávida à espera do primeiro parto, então certamente que a sua curiosidade já brotou… provavelmente já deu por si a ver imagens ou cenas de filmes de mulheres em trabalho de parto; talvez já tenha escutado testemunhos de outras mulheres: umas que lhe disseram que o parto nada custa e outras que se queixaram das inúmeras dores, umas aconselharam-na a optar pela epidural, outras nem pensar em fazê-lo. Saiba que vai existir dor, isso é inevitável, mas tudo varia de mulher para mulher; por isso ficam aqui algumas opções para a ajudar a decidir como lidar com as dores do parto.

Optar por epidural

Existem diversas vantagens em optar por uma epidural para a ajudar a aliviar as dores do parto. Depois de uma epidural ser administrada a uma mulher em trabalho de parto, ela será capaz de relaxar. Continuará a conseguir movimentar as pernas, não perdendo a força, isto porque a dose de anestesia administrada através do cateter da epidural é apenas a suficiente para aliviar as dores das contrações. A anestesia não atravessa a placenta e por isso não afeta o bebé. Não existe efeito sedativo nem na mãe nem no feto. Isto permite à parturiente relaxar ou até receber carinho do parceiro, caso ele esteja presente.

Outra das vantagens da epidural é que permite à mulher fazer força quando lhe é pedido. Não diminui a capacidade de fazer força para expelir o bebé. A anestesia epidural também não aumenta a necessidade de cesariana, e terminado o parto, permite à mãe segurar logo no bebé e começar a criar laços afetivos.

Contudo a epidural, como qualquer procedimento médico tem riscos, que embora raros podem englobar: infeção, sangramento e danos nervosos.
Se considera recorrer a uma epidural então deverá considerar que:

Decida previamente se pretende uma anestesia epidural durante o parto. Se, durante o parto, esperar muito tempo antes de decidir receber uma, poderá ser difícil de administrar. Muitas vezes poderá até ser tarde demais. A administração de uma epidural necessita de calma e cooperação da parte da mulher: se estiver inquieta por causa das dores das contrações, com o decorrer do tempo torna-se cada vez mais difícil de conseguir administrar.

Tenha expectativas realísticas acerca da anestesia epidural, pois continuará a sentir a pressão das contrações, apenas não sentirá dor ou fraqueza.

Logo no início do parto, comunique ao seu obstetra e anestesiologista acerca de qual é o seu grau de tolerância à dor. Isto ajudará a decidir quando é que receberá a epidural.

Informe-se acerca do que esperar durante a administração da epidural – a melhor posição para o fazer, a anestesia local para adormecer a área, a pressão sentida enquanto a agulha é inserida…

Caso esteja muito ansiosa acerca do trabalho de parto e acerca da gestão da dor, converse acerca das suas opções com o anestesiologista; pode sempre marcar uma consulta com um médico anestesiologista para conversar acerca deste assunto, ficando esclarecida e mais descansada.

Optar por respiração profunda e relaxamento

Para quem preferir um parto sem recorrer ao uso de medicamentos, existem técnicas de relaxamento e massagens as quais poderá recorrer. Isto também significa que terá de frequentar aulas de aprendizagem destas técnicas. O útero é um músculo que necessita de oxigénio para conseguir contrair-se efetivamente. Padrões de boa respiração significam que a mãe e o bebé recebem o oxigénio necessário para funcionarem eficazmente durante o parto.

A respiração profunda também suprime as hormonas do stress (adrenalina e cortisol) e ajuda as fibras uterinas a contraírem-se mais eficazmente. Um parto sem recurso a medicamentos para evitar a dor permite à futura mãe movimentar-se mais e adotar posições mais fáceis para o parto e para fazer o bebé sair mais rapidamente. Estas posições incluem colocar-se de joelhos caso os ombros do bebé estejam presos, ou agachar-se, se o ritmo cardíaco do bebé desacelerar e necessitar de nascer rapidamente.

É muito importante que dedique bastante tempo de pesquisa acerca da sua anatomia, para perceber o que se vai passar e praticar as práticas de parto. O dia do parto será um dia muito marcante na sua vida e na do seu bebé, por isso reconheça essa unicidade e tente torná-lo o mais especial possível.

Optar por um parto natural

Existem muitas mulheres que optam por não recorrer à anestesia durante o parto, podendo optar por exercícios de respiração profunda, focalizando a mente nas contrações. Contudo deverá conversar com o seu médico acerca deste tipo de decisão.

Cada pessoa tem um nível diferente de tolerância à dor - o que pode ser uma dor excruciante para uma mulher poderá ser algo perfeitamente tolerável para outra. Contudo, mesmo que opte por um parto natural, a epidural poderá ser requerida em algumas circunstâncias, pois a epidural ajuda a baixar a pressão sanguínea alta da gravidez; ou caso tenha de se recorrer a uma cesariana. Muitas mulheres iniciam o parto decididas a não utilizarem anestesia, e durante o trabalho de parto mudam de opinião, pois o nível de dor aumenta.

Optar por uma parteira

Algumas mulheres decidem recorrer a uma parteira para assistência no parto, auxiliando a controlar o nível de dor. Uma parteira, quer seja em casa ou no hospital, tem como missão providenciar os cuidados necessários à parturiente, não utilizando medicamentos ou drogas para aliviar as dores; permitindo à mãe escolher as melhores posições para dar à luz. Uma parteira deve ser capaz de verificar se existe algum problema durante o parto e pós-parto, e se assim for re-encaminhar a mulher para um hospital.

Independentemente de optar por um parto natural ou com anestesia, deve conversar estas hipóteses com o seu médico, e certificar-se que a sua gravidez não é de risco. Considere que o parto irá ser um momento especial independentemente de como acontecer; ele fará parte da sua memória e da vida do seu bebé, para sempre.

    Quando se trata do trabalho de parto é necessário fazer força e… na realidade ninguém deseja defecar enquanto o parto ocorre. E e...

Medo de defecar durante o parto.

 
 
Quando se trata do trabalho de parto é necessário fazer força e… na realidade ninguém deseja defecar enquanto o parto ocorre. E então como o evitar? A resposta é simples: não se pode evitar! Se der à luz normalmente, e se existir algo mais para sair, sem ser o bebé, esse algo irá mesmo sair.

Se evitar defecar, também evitará fazer força para que o bebé saia, o que seria simplesmente impossível. Se saírem fezes, isso apenas significa que estará a fazer um bom trabalho. Contudo, a mãe natureza gosta de ajudar, e usualmente as primeiras contrações ajudam a aliviar os intestinos - antes de chegar ao trabalho de parto efetivo poderá aproveitar para visitar o WC.

Se isto não acontecer, poderá pedir à enfermeira assistente ou ao médico para lhe providenciar um clister ou enema para a ajudar a limpar os intestinos antes do parto.

Embora possa estar preocupada com este tipo de situação, não se inquiete, pois acontece a todas as mulheres e em todos os partos, e não é nada que médicos ou enfermeiras não estejam habituados. Eles estão preparados para estas situações, e se acontecer, se calhar nem notará, pois a emoção e o momento não é propício para reparar neste tipo de situações.

    Para além da visível gloriosa barriga de grávida, a pele é a parte visível mais afetada pela gravidez. Descubra quais as principa...

Principais mudanças na pele durante a gravidez.

 
 
Para além da visível gloriosa barriga de grávida, a pele é a parte visível mais afetada pela gravidez. Descubra quais as principais mudanças que a sua pele pode desenvolver durante uma gravidez: as boas e as menos boas.

O brilho!

Pode parecer que não existe nenhum motivo aparente que provoque o belo brilho que emerge da pele de uma grávida, mas embora 10% da causa possa dever-se à felicidade, os restantes 90% são devidos a 2 fatores: o aumento do fluxo sanguíneo na gravidez, que faz com que os vasos sanguíneos, especialmente na face, provoquem um rubor juvenil; e as mudanças hormonais que fazem com que as glândulas sebáceas entrem em grande produção, juntando o brilho ao rubor transformando-a numa pele jovial e fresca. Que grávida não fica bonita com este tipo de resplandecer?

Cloasma

Se tiver a pele mais escura, terá mais propensão para desenvolver cloasma. Este tipo de distúrbio é caracterizado por umas manchas amareladas ou acastanhados que surgem na pele do rosto. O cloasma é causado pela própria gravidez, ou seja, com o aumento da progesterona e do estrogénio nas células de melanina da pele provocam a sobrepigmentação. Se sofrer deste problema, pode minimizar os seus efeitos evitando a exposição solar direta e usando sempre um creme protetor solar de índice bem elevado. Depois do parto, esta pigmentação começará a desaparecer, pois é quando os níveis hormonais começam a retornar aos valores comuns antes da gravidez.

Acne

As mudanças hormonais que surgem com a gravidez também são por vezes responsáveis pelo surgimento de acne. É importante manter os poros da pele limpos, para isso use uma máscara natural ou um esfoliante à base de aveia.

Aumento da pigmentação

As auréolas dos mamilos tornar-se-ão mais escuras, especialmente com o progredir da gravidez e manter-se-ão desta forma durante algum tempo depois da gravidez. Isto em nada é mau, só significa que é mãe, e que como tal este é apenas um dos sinais que o indica. Os sinais ou sardas que possa ter, também terão tendência a ficarem mais escuros. Porém, se algum dos sinais aumentar ou ficar irregular deverá de consultar de imediato o seu médico .

Estrias

É uma realidade… mais de 90% das mulheres desenvolvem estrias durante a gravidez. As estrias começam a surgir cerca do 2º trimestre de gestação. As estrias iniciam com uma inflamação que por vezes provoca comichão, tornando-se de cor avermelhada ou acastanhada. Surgem usualmente na zona do umbigo e podem expandir-se por toda a barriga numa espécie de padrão de bola de futebol. Poderão também surgir nos braços, mamas, ancas, coxas e nádegas. No final da gravidez elas permanecem, e com o tempo tendem a ficar esbranquiçadas.

Linea nigra

Não é nada de esquisito ou de estranho, se com a gravidez desenvolver uma espécie de linha escura que vai desde o umbigo até ao centro do osso púbico. Na realidade esta linha já lá estava antes, as mudanças hormonais da gravidez só a tornaram evidente. Depois do parto, dentro de alguns meses, esta linha desaparece. É só mais um dos sinais que é uma felizarda, pois vai ser mãe!

    Recorda-se das famosas cenas dos filmes ou das séries de TV onde de repente uma grávida diz: “Rebentaram-me as águas!”, pois saib...

O que é que se sente quando as águas rebentam?

 
 
Recorda-se das famosas cenas dos filmes ou das séries de TV onde de repente uma grávida diz: “Rebentaram-me as águas!”, pois saiba que essa cena poderá surgir na sua vida, e provavelmente já se deu a pensar como será consigo quando isso acontecer….

A verdade é que apenas 15% das vezes as águas rebentam antes de uma grávida entrar em trabalho de parto. Na realidade mais de 75% das vezes as águas não rebentam até a mulher ter entrado em trabalho de parto ativo e ter mais de 8 centímetros de dilatação.

Líquido amniótico – as famosas águas!

O saco amniótico é uma espécie de balão cheio de água. Ainda não se sabe bem o que o faz rebentar, mas usualmente as águas rebentam naturalmente durante o trabalho de parto ativo, após os 5 centímetros de dilatação e depois de existir força para expelir o bebé. Cerca de 5 a 15% das mulheres experienciam o facto de as águas rebentarem antes de sentirem que estão em trabalho de parto. Contudo a percentagem de bebés que nasce com o saco amniótico intacto também é muito baixa. Usualmente o saco amniótico rebenta quando sofre a pressão das contrações, depois de a cerviz estar dilatada o suficiente e já não o conseguir suportar.

Como saber se de facto as águas rebentaram?

Se por acaso sentir que as suas águas rebentaram, e estiver fora de casa, não entre em pânico, respire fundo, dirija-se à casa de banho mais próxima, e saiba que usualmente não acontece como nos filmes (onde parece que rebenta um balão de água aos pés da mulher), normalmente apenas sente que a sua roupa interior possa estar a ficar molhada, ou que urinou sem querer.

Como saber se de facto é líquido amniótico?

A forma mais simples de verificar se é líquido amniótico ou apenas urina, é colocando um penso higiénico diário ou papel higiénico branco na roupa interior e esperar para ver. De seguida, se estiver em casa, deite-se e se o fluido for líquido amniótico ele sairá da vagina e não da uretra. Enquanto estiver deitada, tente relaxar, e pense que talvez esteja na hora de ir para o hospital. Se tiver um Doppler fetal (aparelho para escutar o coração do feto, aproveite para o utilizar, escutando os movimentos do bebé. Espere algum tempo, cerca de meia hora, e vá verificar de novo se o penso higiénico ou o papel higiénico está molhado ou seco. Se estiver seco é porque não deve ter sido líquido amniótico, pode apenas ser muco ou urina. Se o penso higiénico estiver molhado, poderá, mesmo assim, não ser líquido amniótico.

Observe o líquido: de que cor é? É líquido ou espesso? O líquido amniótico usualmente tem cor clara, não tem quase odor e é sempre bem menos escuro do que a urina.

Cheire o líquido, se cheirar a urina é provavelmente urina, pois na gravidez os problemas de controlo urinário são comuns. Se não tiver cheiro a amoníaco típico da urina, é provável que seja líquido amniótico.

Contudo ligue com o seu médico para se certificar do que pode ser. Ele poderá ajudá-la a perceber do que se trata, ou até dizer-lhe-á para ir até ao hospital ou até ao seu consultório, para testar o fluido. Nesta fase previna-se, leve tudo consigo como se fosse definitivamente ter o bebé.
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