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O hand lifting é uma cirurgia plástica de rejuvenescimento das mãos. Nele, todo excesso de pele, que provoca a flacidez, é retirado. Depend...

PLÁSTICA NAS MÃOS.


O hand lifting é uma cirurgia plástica de rejuvenescimento das mãos. Nele, todo excesso de pele, que provoca a flacidez, é retirado. Dependendo do caso, a incisão, quase imperceptível, pode ser feita na borda lateral da mão ou então na região do pulso. Conforme o tamanho da mão, a incisão não requer mais que oito pontos.
"Geralmente, o hand lifting é acompanhado de um peeling (feito com TCA, fenol ou abrasão) para a retirada das manchas senis", esclarece o Dr. Gervais.
A cirurgia é relativamente rápida e não exige hospitalização. A pessoa opera e volta para casa. A anestesia é local e o pós-operatório é tranqüilo. Após a cirurgia, o paciente deve manter a mão o mais imobilizada possível, por alguns dias, para não prejudicar o processo de cicatrização. Além disso, não pode deixar de usar cremes hidratantes, indicados pelo médico, e o indispensável protetor solar.
O hand lifting vem sendo muito associado a outras cirurgias plásticas. A paciente que vai fazer uma plástica no rosto, por exemplo, aproveita a anestesia e a hospitalização e também rejuvenesce as mãos.

Existem alternativas eficientes para remover as indesejáveis e denunciadoras (de idade e maus tratos) manchas senis. Entre elas, a aplicação do ácido tricloroacético (TCA), a 30% ou 40%, nas pintinhas. A substância provoca um leve ardor momentâneo, mas nada desestimulante.
"Esse procedimento pode ser combinado com um peeling na mão inteira, para renovar toda a pele, deixando-a mais lisinha, macia e com o tecido mais firme", recomenda a Dra. Célia Beatriz David, especializada em Estética.
Nos dias seguintes à aplicação, é de se esperar que haja uma descamação da pele. Nesse período é preciso evitar o contato com água e produtos químicos. Na primeira aplicação, os resultados já surpreendem. No entanto, o número de sessões vai depender de cada caso, do número de manchas, do estado geral e da cor da pele.
Outra opção de tratamento é a utilização do laser. No momento, o mais empregado é o Krypton, especial para pigmentos. Em uma sessão, ele "ataca" pintinha por pintinha até completar toda mão. O processo é indolor e, muitas vezes, apenas uma sessão é suficiente para resolver o problema.

Uma grande novidade que vem surgindo com ótima aceitação é a bioplastia das mãos

As mãos também sofrem com o processo de envelhecimento com a perda de tecido conjuntivo. Assim a pele fica mais flácida e manchada, o dorso da mão revela os tendões, as veias, dando um aspecto senil. A Bioplastia pode recuperar estes volumes e disfarçar veias e tendões. O Tratamento é simples, e realizado com anestesia local. Por pequenos pertuitos no dorso da mão, são introduzidas as microcânulas especialmente criadas para esta finalidade. As microcânulas vão transportar o PMMA, ou microesferas de polimetilmetacrilato que vão recuperar o volume do dorso da mão. Não é necessário cortes e nem pontos. O paciente retorna para as atividades imediatamente, devendo por alguns dias utilizar uma luva, e evitar trabalhos manuais pesados.

Com o tratamento associado para a qualidade da pele, utilizando peelings, cosmiatria e LASER / fotorejuvenescimento é possível rejuvenescer as mãos, recuperando volumes, disfarçando veias e tendões, retirando manchas e melhorando a pele.

"A Lipoplastia dos membros inferiores ganhou popularidade nas últimas duas décadas. Este procedimento já foi considerado uma área repl...

Lipoaspiração nas pernas.


"A Lipoplastia dos membros inferiores ganhou popularidade nas últimas duas décadas. Este procedimento já foi considerado uma área repleta de complicações e resultados insatisfatórios, mas os inúmeros avanços técnicos ocorridos no final dos anos 90, associados a ênfase cada vez maior na estética perfeita, conduziram a lipoplastia dos membros inferiores, de volta a um lugar de destaque."
Introdução
Em 1964, Schrudde realizou procedimentos estéticos no tornozelo, utilizando pequenas incisões. A lipossucção dos membros inferiores (MMII) ou aspiração da gordura local, foi popularizada por Illouz em 1977, que recomendava esculpir cirurgicamente as faces interna e externa das coxas.
Em 1994, Gasperoni e Salgarello, utilizando cânulas pequenas e incisões mínimas, popularizaram a lipossucção superficial 1-2 mm abaixo da pele. Em anos mais recentes, Rohrich e colaboradores desenvolveram técnicas de lipossucção assistida por ultra-som, melhorando o resultado da lipoplastia dos Membros inferiores.
Indicações e Contra-Indicações
A lipoescultura é um complemento importante em muitos procedimentos de cirurgia plástica. O candidato ideal, para redução de acúmulos localizados na coxa, possui um peso levemente acima do ideal e uma coxa com aparência pesada, porém mal-definida medial e lateralmente.
O paciente ideal deve estar com uma boa saúde geral e com um bom tônus e elasticidade cutânea.
Contra-indicações
É importante avaliar o paciente quanto à presença de padrões vasculares superficiais e insuficiência venosa. Pacientes com passado de flebite ou varizes periféricas podem apresentar inchaço de resolução mais demorada no pós-operatório. O resultado estético também tende a ser pior.
Aspectos Técnico-Cirúgicos
Como em qualquer outro procedimento cirúrgico, o paciente deve ser orientado a suspender o uso de aspirina, antiinflamatórios, vitamina E, álcool e tabaco, além de reduzir o consumo de sal nas duas semanas que antecedem a intervenção.
Detalhes pré-operatórios
As marcações nos MMII devem ser feitas com o paciente sentado, permitindo uma boa diferenciação dos depósitos de gordura, da musculatura e dos tendões subjacentes. Primeiramente, devem ser delineados os limites dos principais acúmulos gordurosos na região dos tornozelos.
As marcas para incisão (quatro ao todo) devem ser feitas lateral e medialmente no tornozelo e no joelho. Podem ser feitas marcas para incisões adicionais (p.ex.: na raiz da coxa e na prega das nádegas) para obter um contorno melhor.
Detalhes da cirurgia
O paciente é colocado deitado de barriga para cima. A lipossucção da face anterior deve ser feita com as pernas estendidas, ao passo que a lipossucção da porção interna das coxas deve ser realizada com as pernas dobradas (posição de "sapo").
A abordagem da face lateral da coxa pode ser feita com o paciente em deitado de lado. A face posterior pode ser abordada, dobrando-se as pernas sobre o abdome ou girando-se o paciente.
Os princípios importantes para obter um resultado satisfatório incluem utilizar técnicas anestésicas locais e cânulas apropriadas.
Na coxa, a lipossucção de depósitos localizados pode ser realizada do modo habitual. Contudo, para lipoaspirar circunferencialmente a coxa, o procedimento deve ser realizado em 3 níveis. Primeiro, a cânula deve ser posicionada profundamente, 1-2 cm abaixo da pele. Após este tempo, a lipossucção deve ser feita em um nível intermediário, a 0,5-1 cm, na base da gordura subdérmica. Finalmente, a lipossucção deve ser realizada 1-2 mm abaixo da pele, com o orifício da cânula voltado para baixo.
Para a região lateral da panturrilha, o paciente deve ser posicionado de lado e a sucção direcionada para baixo e então também circunferencialmente.
A lipoaspiração dos tornozelos deve ser feita através de duas incisões mediais e duas incisões laterais. A cânula nunca deve ser posicionada sobre o tendão de Aquiles.
Detalhes pós-operatórios
Mladick propôs algumas manobras intra-operatórias para reduzir o inchaço do pós-operatório. Após a lipossucção do primeiro membro, o acúmulo de líquido deve ser "ordenhado" através da incisão e a perna deve ser envolvida em uma banda elástica. Terminada a lipossucção do segundo membro, ambas pernas devem ser desenfaixadas, medidas e avaliadas quanto à simetria do contorno. Após este re-exame, as pernas devem ser novamente enfaixadas.
Na sala de recuperação, as pernas devem ser mantidas elevadas. O paciente deve deambular até o banheiro no primeiro dia pós-operatório, aumentando progressivamente o nível de atividade física. Os curativos são trocados no quarto dia de pós-operatório e o paciente deve utilizar meias de média-compressão por cerca de 2 meses.
Complicações e Prognóstico
Podem ocorrer ruptura da cápsula articular do joelho, a qual deve ser tratada com bandagens elásticas e antibióticos.
Podem ocorrer também manchas na pele e ruptura de pequenos vasos superficiais e depressões no tornozelo. Lesões superficiais no tendão de Aquiles são raras.
Infecção, flebite, tendinite pós-traumática e artrite são complicações incomuns. Cerca de 10% dos pacientes apresentam um espessamento persistente na região dos tornozelos. Deformidades no contorno dos MMII podem ocorrer, assim como em qualquer outra região submetida à lipoaspiração.
Conclusão
Apesar da lipoaspiração dos membros inferiores não ser isenta de complicações, avanços recentes levaram a um aumento na satisfação dos pacientes submetidos ao procedimento. As complicações costumam ser mínimas, apesar do período de recuperação prolongado.

Assim como pode ser feito lipoaspiração, a gordura retirada pode ser reinjetada em outras zonas do corpo. Costuma utilizar-se o termo lip...

Lipoescultura.



Assim como pode ser feito lipoaspiração, a gordura retirada pode ser reinjetada em outras zonas do corpo.
Costuma utilizar-se o termo lipoescultura quando a cirurgia consiste na retirada de gordura de determinadas zonas e reinjeçao em outras zonas deprimidas.
A gordura reinjetada sofre um processo de absorção. Aproximadamente 30% desta gordura injetada é absorvida pelo organismo, de maneira que é necessária uma correção exagerada (em 30%), para que o resultado final seja adequado. É claro que nesta circunstância também será necessário aguardar um tempo de até 1 ano para que ocorra a integração e acomodação deste tecido transplantado na sua nova posição.
Como é muito difícil para o cirurgião avaliar exatamente a quantidade de gordura que está sendo retirada e a que está sendo deixada em seu lugar, existe uma grande percentagem de casos em que é necessário fazer-se uma correção (ou retoque) no período pós-operatório. Pequenas quantidades de gordura podem manifestar-se como saliências mais ou menos evidentes na superfície externa, após a cirurgia.
Em geral estas cirurgias de retoque pós-operatório são bastante mais simplificadas que as cirurgias de lipoaspiração convencional. Podem ser realizadas com anestesia local, e freqüentemente são associadas à lipoaspiração de outras regiões que não haviam sido realizadas no primeiro procedimento.

Anestesia
Existem diferentes técnicas anestésicas para a realização de lipoaspiração. Ela pode ser realizada com:
Anestesia geral
Anestesia local
Um bloqueio peridural
Quando o procedimento a ser realizado é muito prolongado ou a quantidade de gordura localizada a ser retirada é bastante grande, a maioria dos cirurgiões prefere a anestesia geral. Nesta técnica o paciente é mantido, pelo anestesista, sem consciência e sem dor para que a cirurgia possa ser realizada com tranqüilidade. Quando o procedimento cirúrgico termina o paciente é acordado e mantido com analgésicos para evitar a dor pós-operatória imediata. Depois de algumas horas a medicação para evitar a dor pode ser diminuída pois o procedimento cirúrgico realizado não desencadeia dor prolongada.
Quando as zonas a serem lipoaspiradas são pequenas e o paciente tem condições psicológicas de tranqüilidade para suportar o procedimento cirúrgico, este pode ser realizado sob anestesia local. Algum tipo de sedação pode também ser associado.
Existem alguns cirurgiões que preferem a anestesia do tipo bloqueio peridural. Nestas circunstâncias, o paciente é submetido a um tipo de anestesia que permite que ele fique consciente ou com sedação, sem nenhum tipo de sensibilidade em certas zonas que deverão ser trabalhadas pela lipoaspiração
Cada caso deve ser avaliado cuidadosamente em entrevista tranqüila entre o cirurgião e o paciente para discussão e escolha do melhor tipo de anestesia.

Expectativas do Paciente
Freqüentemente os pacientes têm uma expectativa de correção completa de todas as suas irregularidades de depósito de gordura do subcutâneo.
É necessária uma entrevista franca entre cirurgião e paciente, para que se possa dirimir as dúvidas e desfazer as fantasias que porventura possam ainda existir no imaginário do paciente. Não é infreqüente que o paciente chegue ao consultório do cirurgião com um desejo de retirada de todos os excessos gordurosos (em muitas regiões do corpo).
A quantidade total de gordura a ser retirada não deve ser exagerada pois existe uma determinada quantidade de sangue que é também aspirada durante o procedimento de lipoaspiração. Se a lipoaspiração for muito volumosa, a perda sangüínea também poderá ser, causando anemia no paciente.
Na situação de engorde e emagrecimento, as células gordurosas aumentam ou diminuem como um balão cheio ou vazio. Nas zonas lipoaspiradas, há a retirada do contingente celular que permite o funcionamento do tipo balão, portanto uma vez lipoaspiradas adequadamente com a retirada de grande parte das células, nestas zonas não há mais a possibilidade de engorde.
É claro que se o aporte nutritivo for hipercalórico (com grande quantidade de gordura e açúcares), outras dezenas de zonas do corpo estariam capazes de ser aumentadas e o engorde ocorreria novamente.

Complicações da Cirurgia
Freqüentemente houve-se falar em complicações da lipoaspiração. Sem dúvida é um procedimento delicado que exige todo o cuidado da equipe médica envolvida no procedimento.
Entretanto é necessário fazer-se uma diferenciação entre as complicações da lipoaspiração propriamente dita e as do procedimento anestésico envolvido no procedimento cirúrgico.
As complicações da lipoaspiração propriamente dita estão relacionadas com perfurações ou trauma das estruturas profundamente situadas às zonas lipoaspiradas. Outra complicação da lipoaspiração propriamente dita seria a presença de irregularidades na superfície trabalhada. Em determinadas situações de lipoaspiração bastante superficial, podem resultar também zonas de hipercromia (zonas mais escuras), que podem ser corrigidas com substâncias descolorantes. Esses procedimentos de descoloração muitas vezes são prolongados.
Não é infreqüente ouvir-se falar em parada cardíaca e morte durante a lipoaspiração.
É necessário entender que o procedimento anestésico (do tipo anestesia geral, anestesia local, ou bloqueio peridural), pode desencadear estas complicações.
Portanto, como já se mencionou, é indispensável a diferenciação entre as complicações da lipoaspiração propriamente dita e as complicações dos procedimentos anestésicos envolvidos.
As irregularidades maiores ou menores podem ser corrigidas com uma lipoaspiração secundária conforme foi afirmado anteriormente. Se houver perfuração de uma estrutura profunda, o tratamento específico deve ser estabelecido assim que for feito o diagnóstico.
As complicações anestesiológicas também devem ter tratamento imediato assim que for feito diagnóstico.
Em todas essas situações de complicações é importante levar-se em consideração que a profilaxia (evitar), é da maior importância. O extremo cuidado pode ajudar a evitar complicações mais ou menos severas.
A cirurgia da lipoaspiração pode ser realizada ambulatorialmente se a quantidade de gordura a ser a retirada é relativamente pequena, ou com o paciente baixado, se a quantidade de gordura a ser retirada for de maior volume.
Lipoaspiração Associada a outros Procedimentos
A lipoaspiração pode ser associada a alguns procedimentos cirúrgicos.
Por exemplo, quando se faz uma cirurgia de diminuição da mama muitas vezes é necessário fazer-se lipoaspiração nas saliências gordurosas ao redor da glândula mamária. Para a complementação do aspecto estético desta cirurgia, muitas vezes a retirada de porções de gordura da zona inferior à axila, ou da zona da linha média, entre as duas mamas, pode a complementar o aspecto estético global da mama operada.
Na cirurgia do abdômen também a lipoaspiração pode ser associada. Nas zonas laterais da parede abdominal, uma lipoaspiração pode provocar um processo de acinturamento.

Plástica em Adolescentes. A cirurgia plástica alcançou um papel importante nestes tempos modernos, em que beleza é confundida com perfei...

Plástica em Adolescentes.



Plástica em Adolescentes.

A cirurgia plástica alcançou um papel importante nestes tempos modernos, em que beleza é confundida com perfeição e a imagem correta promove não apenas o aumento da auto-estima, mas a inserção do indivíduo na sociedade.
A popularização desses procedimentos cirúrgicos atraiu um novo público.
Uma parcela da população com amplo acesso à informação, grande poder de consumo e capacidade de decisão: os adolescentes.
Numa fase da vida em que as mudanças corporais são uma constante, muitos se sentem à margem dos padrões de beleza vigentes e procuram na cirurgia plástica uma melhora na qualidade vida.
E é neste momento que entra a responsabilidade do cirurgião plástico.
Um cirurgião plástico é, antes de tudo, um profissional da saúde com acesso às diversas ferramentas que promovem o bem-estar de seus pacientes.
É incorreto acreditar que um adolescente insatisfeito com alguma imperfeição estética esteja apenas supervalorizando esta situação.
Não é incomum, nos consultórios, receber adolescentes com problemas reais, infelizes, retraídos e afastados de seus grupos sociais com queixas fundamentadas.
Questões físicas provocam grandes traumas nos adolescentes, numa fase da vida em que eles já estão cheios de dúvidas e inseguranças.
Atualmente, no entanto, a mídia criou a falsa impressão de que a cirurgia plástica é a panacéia para todos os males da auto-estima e esta a armadilha que deve ser evitada tanto por profissionais quanto por pacientes.
O cirurgião plástico obedece a regras rígidas da ética profissional e tem expertise para optar pela melhor tratamento a ser aplicado em cada paciente, inclusive no encaminhamento a um tratamento psicológico.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, os adolescentes são responsáveis por 13% das plásticas feitas no país.
Seria leviano acreditar que este número refere-se apenas a meninos e meninas com problemas infundados de auto-imagem.
A presença de adolescentes não é um fenômeno recente, o que ocorre é que há alguns anos era normal falar em cirurgia apenas depois do crescimento corpóreo.
Com a evolução das técnicas já é possível operar jovens em fase avançada de crescimento. E o aumento do conhecimento médico em genética colabora para esta prática.
Uma menina com mamas gigantes, que vem de uma família cuja mãe e avó sofrem do mesmo problema, não precisa esperar até os 18 anos para decidir pela redução.
A cirurgia é o único recurso para eliminar este problema e o cirurgião plástico tem a palavra final sobre esta decisão.
A exigência é que a paciente esteja bem psicologicamente e tenha uma expectativa realista da cirurgia e do processo pós-operatório.
Mesmo correções que aparentemente não passam de caprichos, como orelhas de abano e nariz adunco, podem transformar a vida desses jovens, elevando a auto-estima e desfazendo traumas, principalmente porque o adolescente costuma passar por mudanças de ambiente – trocar de escola, entrar na faculdade – e reconstruir sua imagem.
O tratamento conferido ao paciente com imperfeições reais, geradoras de traumas e impeditivas do desenvolvimento psicossocial, obviamente é diferente do aplicado àquele que tem um problema de insatisfação com a imagem.
Para estes, o cirurgião plástico deve recomendar não apenas o amadurecimento da idéia, mas também chamar os pais à co-responsabilidade pela decisão, que pode mascarar problemas psicológicos mais sérios.
Meninas com ambição à profissão de modelo podem realmente precisar se livrar de uma gordura localizada que atrapalha sua carreira e, por vezes, um procedimento simples evita que essa fixação evolua para um quadro de anorexia.
Ainda que as cirurgias plásticas vivam um momento de popularização dos procedimentos, com facilidades para o pagamento e técnicas menos invasivas, cabe ao cirurgião plástico, profissional especializado e balizado, decidir se as queixas de seus jovens pacientes são procedentes ou não.
Norteado por valores éticos e conhecimento específico, este profissional da saúde vai decidir pela melhor solução do problema, que pode ou não passar pela intervenção cirúrgica.


Dr. Wagner Montenegro, é Cirurgião Plástico, formado pela Universidade de Santo Amaro, Especialista em Cirurgia Geral pelo Conselho Federal de Medicina e Especialista em Cirurgia Plástica pelo Conselho Federal de Medicina. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Brasileira de Mastologia, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, da Sociedade Brasileira de Rinologia e Cirurgia Plástica da Face e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial.
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