Micoses que afetam as unhas e a pele da região ao redor; Provocadas gerais e por fungos dermatófitos ou leveduras; Patologias s...

ONICOMICOSE (MICOSE DE UNHA)





 Micoses que afetam as unhas e a pele da região ao redor;
Provocadas gerais e por fungos dermatófitos ou leveduras;
Patologias superficiais, atingindo tanto a lâmina ungueal quando o leito ungueal;


As manifestações clínicas variam do escurecimento das unhas a sua espessura, podendo até mesmo provocar a destruição da lâmina ungueal, quando a doença atinge a matriz ungueal;
Patologia frequente em mulheres;
Processo de desenvolvimento lento
Por ser uma micose ungueal tende a apresentar resistência ao tratamento
Tratamento realizado com a administração de uma combinação de medicamentos antimicóticos sistêmicos e de uso local. E também se baseia na identificação e eliminação dos fatores que favoreceram a instalação da patologia.

Infecções fúngicas da placa ungueal podem ser subungueais ou superficial, difusa ou parcial, primaria ou secundarias. Unhas com distrofia primaria podem estar associadas a infecções fúngicas. Uma distrofia secundaria precisa ser investigada se a terapia com antifúngico apropriado for suficiente. Da mesma forma, unhas com uma reconhecida distrofia primaria deve sempre se investigada quanto uma possível micose, visto que o tratamento de colonização fúngica coincidente pode produzir uma melhora clínica. Uma apreciação cuidadosa de todas as distrofias é importante para que o paciente possa se beneficiar de terapia antimicrobiana quando a infecção apresentar o principal elemento reversível da doença.

Onicomicose subungueal distal e lateral


Na onicomicose distal e lateral, os fungos invadem a porção inferior da placa ungueal, na camada córnea do hiponíquio e no leito ungueal. Na onicólise primária os fungos podem colonizar a placa ungueal destacada. Esta condição pode ser vista nos dedos das mãos ou no hálux, ao qual se sobrepõe o segundo dedo. Na onicólise secundaria a infecção fúngica produz hiperqueratose subungueal, compondo o quadro de onicólise. Há uma variedade de micróbios que produzem uma coloração: amarela, marrom, negra ou verde. Os fungos patogênicos mais comuns são T. rubrum e T. mentagrophytes var. interdigitale. Epidermophyton floccodum é ocasionalmente isolado, da mesma forma que leveduras, como Cândida albicans e Cândida parapsilosis (pés), ou bolores não-dermatófitos como o Scopulariopsis brevicaulis.


Onicomicose superficial


A onicomicose branca superficial normalmente afeta apenas os pés. Esta doença produz um quadro clínico de “ilhas" brancas com bordas distintas. Esses pequenos focos opacos coalescem gradualmente, tornando toda a superfície da unha. A placa ungueal se torna enrugada e quebradiça. Ela se fragmenta facilmente se raspada com uma cureta pontiaguda. Lesões antigas podem ganhar cor amarela. Dermatófitos podem ser a causa de 90% dos casos, mais comumente T. interdigitale. Outros dermatófitos incluem microsporum persicolor. Acremonium roseogriseum, Aspergillus terréus e fusarium oxyporum são possíveis bolores. C. albicans pode produzir onicomicose branca superficial ( especialmente ) (em imunodeficiência), mas histologicamente pode haver um envolvimento mais profundo.




A infecção superficial da placa ungueal por Scytalidium dimidiatum reconhecida como a causadora da coloração negra.

Existem duas variedades distintas de onicomicose subungueal proximal.


Onicomicose branca subungueal proximal


A invasão fúngica se abaixo da borda ungueal proximal, penetrando na camada ventral da parte proximal da placa ungueal. Manchas brancas emergem da porção interna da borda ungueal, podendo se espalhar. Os dermatófitos são responsáveis somente por esse padrão de invasão. Os patógenos mais comuns são T. rubrum (mais raramente T. megninii, Fuasium spp e E. floccosum). Esse padrão tem sido relatado em associação à infecção pode envolver vários dedos e se espalhar rapidamente em cada um deles, afetando toda unidade ungueal.


Onicomicose secundaria à paroníquia


A onicomicose subungueal à paroníquia crônica ocorrem mais comumente em mulheres do que em homens. Este fato pode ser um problema ocupacional, atribuível ao manuseio de água e ao preparo de alimentos. A paroníquia inicial resulta de uma infecção mista de Cândida e organismos intestinais. O trauma ou a perda da unha pode causar inflamação das bordas ungueais, mas raramente é responsável pela paroníquia crônica. Após vários meses ou anos, as bordas ungueais se assemelham a coxins semicirculares em torno da base da unha. Se não for aplicado o tratamento adequado, podem-se observar mudanças progressivas no tamanho, forma e cor das unhas. A superfície da placa ungueal freqüentemente desenvolve sulcos transversais e cristais em pequenos intervalos. O restante da placa ungueal é normal ou rugosa, dependendo do estagio da doença e de sua severidade.
O desenvolvimento da paroníquia é favorecido por mãos frias, agravados por manicures e perpetuada por candidíase vaginal. O diabetes mellitus, a esclerose sistêmica ou outras doenças microvasculares podem ser fatores predisponentes. Independente de onde quer que se deflagre a infecção acredita-se que os dois maiores reservatórios de leveduras sejam a boca e o intestino. O diagnóstico diferencial entre paroníquia bacteriana e aquela provocada por Cândida pode ser difícil caso não haja envolvimento muco cutâneo associado. O tratamento de a paroníquia crônica objetiva curar a infecção bacteriana e reverter o quadro de mudanças nos tecidos macios. A onicomicose que surge como um fenômeno secundário persistira, a menos que seja aplicada terapia antifúngica.



Onicomicose distrófica total

A onicodistrofias difusa pode resultar do desenvolvimento de qualquer uma das formas de infecção previamente mencionadas ou pode se desenvolver na forma primaria. A placa ungueal se torna frágil como madeira podre e se esfarela. Posteriormente este quadro sede lugar a um leito ungueal queratiniza que usualmente retém fragmentos da placa ungueal.
A forma primaria da doença ocorre em pacientes com candidíase muccocutânea. A placa ungueal é hiperqueratinosa, amarela ou marrom, mas não é quebradiça. Ela exibe estrias longitudionais esbranquiçadas. Ocorre uma reação inflamatória dérmica acentuada, com espessamento da borda ungueal proximal, do leito ungueal e do hiponíquio, associada à invasão por candidíase da matriz ungueal e da borda posterior. Isto resulta na formação de pseudobastões.






BY BIA PODÓLOGA E ESTETICISTA


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